Mais uma vez, faz tempo que não passo por aqui. Infelizmente minha vida anda tão atribulada, tão corrida que nem tenho tido tempo pra muita coisa, e não conseguir passar por aqui pra desabafar está me fazendo meio mal. Minha saúde não etá muito boa, minha imunidade está baixa, fico doente por qualquer coisa boba, recentemente tive infecção intestinal (ainda não estou curada), e com alguns problemas relacionados a stress.
Minhas aulas na faculdade começaram há 2 semanas, e por conta dessa infecção já somo 8 faltas. Não sendo o bastante, nem to entendendo nada, e na quarta-feira, aula de Economia Geral e Política, quase tomo mais 4 faltas por não ter assistido aula nos tempos depois do intervalo. Essa matéria não entra na minha cabeça!!
No começo dessa semana tive uns probleminhas, digo probleminhas pois, não posso dizer que não me irritei. Mas, confesso que eu me diverti muito mais do que qualquer outra coisa. Fiquei tão pilhada que passei a madrugada de domingo para segunda toda acordada, fui trabalhar, passei mal durante o dia no trabalho, vim pra casa, ri mais um pouco e só fui dormir às 23:00 de segunda-feira. Esse dia vai ficar marcado na minha cabeça pro resto da minha vida, sabe quando você sente o doce sabor da vingança? Pois é... eu ainda não o senti doce como quero, mas deu pra experimentar e vi que é muito bom! Me senti recompensada por mim mesma! =o)
Foi uma semana um tanto atribulada. Passei a ter um contato maior com pessoas que já não falava há algum tempo. Recebi declarações fofas de pretendentes, mas nada que me faça acreditar no sentimento masculino. Vejo que sou incapaz de acreditar em qualquer palavra pronunciada por alguém do sexo oposto, por mais linda e fofa que seja. Aos meus ouvidos elas chegam com um ar de falsidade, como se a mente que bolou aquela frase quisesse me manipular. Leio ou escuto coisas bonitas, suspiro, e em seguida penso: "ah, fala sério que é pr'eu acreditar?!"
Tem alguns breves momentos em que me sinto sozinha e triste, mas logo vejo que estou muito bem do jeito que estou. De que adianta estar do lado de alguém que vai me magoar, me fazer sofrer, me enganar e me iludir mais uma vez? Pra que me jogar, me doar, me entregar se sei que vai ser em vão? Nos últimos anos infelizmente nenhum cara realmente bacana se aproximou de mim, ou se o fez, demonstrou não ser um cara legal. Todo homem que se chega me faz ver que ele está sendo induzido por seus instintos masculinos, ou seja, está atrás meramente de sexo. E eu, obviamente caio fora sem nem me dar a chance de correr o risco de me envolver mais do que devo.
Sexta-feira, conversando com BFF, ouvi que mudei. Que não sou mais aquela menina meiga, delicada e carinhosa que costumava ser há anos atrás. A vida me mudou, eu seria mais específica, meu ex-marido me mudou, e não sei se foi pra melhor, pelo menos aos olhos dos outros. Eu, acho que melhorei no sentindo de não mais me iludir com qualquer promessa falsa, estou mais madura, mais centrada, com objetivos estabelecidos na minha cabeça e estou batalhando pra concretizá-los. Sei também que estou mais seca, mais dura, mais impaciente, grossa... não tenho mais saco pra dengos, joguinhos. Me tornei um pouco mais objetiva, e menos maleável.
Cansei de ser usada, agora eu quero é usar. Já sofri muito por quem não merecia ao menos uma lágrima que caiu dos meus olhos por anos, e lembrando de como era na minha adolescência, tenho vontade de ser exatamente como era anteriormente. Meu lema era: "pegue, e não se apegue". Eu curtia a vida, tinha vários 'amigos' que supriam as minhas carências em todos os sentidos. Tinha aqueles que me chamavam pra sair, zuar e beber todas, tinha aqueles que me chamavam pra ficar agarradinho 'namorando', tinha aqueles com quem eu me juntava pra falar muita besteira... Eu era solteira, mas não era sozinha como às vezes me sinto hoje. Não me permitia gostar de verdade de ninguém, e é isso que quero hoje pra mim. Minha felicidade não depende de ninguém, a não ser de mim mesma.
Por conta de minhas escolhas do passado, estou tendo que escutar umas coisas hoje que não me agradam, e ás vezes sinto vontade de sumir daqui. Na quarta-feira, outra vez minha mãe veio dizer que eu já deveria ter feito faculdade, que não era hora de eu estudar, que estava atrapalhando a vida dela, e que ela não poderia perder o emprego por causa de mim, tendo em vista que na próxima semana ela vai trabalhar em tempo integral, e não teria ninguém pra ficar com o Théo enquanto eu etivesse na faculdade. Chorei de raiva, de desespero ao não ver nenhuma outra alternativa a não ser de desistir do meu sonho e trancar a faculdade. Felizmente, minha avó foi iluminada por Deus, ou alguma força maior (rs) e conversou com minha ex-cunhada, permitindo que ela fiquei mais 3 meses morando aqui até encontrar uma casa com calma pra alugar.
Essa foi uma semana tensa de verdade, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Pessoas ressurgindo na minha vida, querendo se mostrar interessadas e presentes. Querendo me mostrar que merecem uma oportunidade, e que estão dispostas a me fazer feliz. Apesar de me sentir sozinha e carente às vezes, não quero me envolver, e me dedicar a qualquer um como se estivesse desesperada, até pq não estou. Seria bom se uma pessoa legal tivesse do meu lado pra me ajudar a seguir em frente, mas não sei se estou pronta pra entrar numa relação, e me dedicar nesse momento. Relacionamento exige muito da pessoa, e não sei se eu teria tempo de me dedicar, me envolver o suficiente pra isso. Meu filho, meu trabalho e minha faculdade já me consomem e me deixam preocupada o bastante. rs
Só o que consigo afirmar com toda a certeza, é de que preciso de um tempo só meu, preciso ficar sozinha algumas horas por semana. Distrair minha cabeça, pensar em mim, esquecer um pouco do restante do mundo e lembrar que eu, Joseane, também existo e tenho minhas necessidades. Hoje, sábado, agora à noite, fui à pizzaria com o Théo, depois de ter passado o dia inteiro na frente do computador, cercada de cadernos e livros da faculdade. Saí pra tentar relaxar, distrair, mas aconteceu o contrário.. ele me irritou de uma tal forma, que minha vontade era de largar tudo lá, e vir pra casa arrastando ele pelas orelhas.
Estou com medo de estar pensando no nosso futuro, e estar me esquecendo de ser mãe dele hoje, no presente. Juro que estou tentando fazer o que acho certo. Quando chego da aula tarde da noite e ele ainda está acordado, antes de dormir ainda fico um pouco com ele, dormimos abraçados, fico fazendo carinho nele de manhã antes de ir trabalhar... quase não saio pra baladas por aí pra dar mais atenção ao meu filho, tudo na esperança de conseguir suprir um pouco da falta que eu faço na sua vida. To tentando ser a melhor mãe que posso ser, mas to com a sensação de que posso estar fracassando e isso está me doendo muito. Ele está arredio, está mal-educado, respondão... outro dia disse que queria um papai novo. No momento, eu achei graça, mas depois fiquei pensando... e no dia que ele disser que quer uma mãe nova?
Tudo que menos quero, é chegar a conclusão de que na verdade minha mãe está certa. Que estou fazendo tudo errado, no tempo errado, e que na tentaiva de acertar o que já havia "feito de errado", eu só complique muito mais o que já não é tão simples,
Quero um tempo só meu, preciso ficar sozinha um pouco, relaxar e parar de pensar em todas as obrigações que tenho, pelo menos por algumas horas. To surtando, o ano mal começou e já estou sentindo uma enorme pressão sobre mim. To sentindo tanta, mas tanta falta da minha adolescência... Definitivamente, eu era feliz, e não sabia!