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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Até quando?

"Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?" 

É, essa letra do Gabriel O Pensador traduz meu momento atual, infelizmente.
Cada dia que passa sinto mais vontade de abandonar tudo, deixar pra depois só pra ter um pouco de paz na minha cabeça. Parece que não consigo ter um único dia de trégua...
Sei lá o que parece pra quem tá de fora, mas pra mim tá muito difícil, ao ponto de se tornar insuportável! To me sentindo pressionada, posta contra a parede enquanto o outro lado só me aperta.
Não é possível que seja querer demais desejar um pouco de apoio de orgulho! Não é possível que todos à minha volta conseguem reconhecer o mínimo de esforço que faço, menos ela. Acho que vou ser sempre a ovelha negra, aquela que não sabe fazer nada direito, aquela que nunca vai alcançar o nível de perfeição exigido. 
Oras, que exemplo magnífico eu tive, não é verdade? Depois de tudo que eu faço, de todo meu empenho a cada dia pra conquistar meus objetivos, tenho que ouvir que sou irresponsável... que não lembro que tenho um filho. Não lembro? Ao contrário, eu não esqueço que tenho um filho que precisa de mim, e que é por ele que tenho que batalhar na expectativa de alcançar o melhor para o futuro.
Queria mesmo é não me abalar por esses comentários infelizes, mas fica bem difícil quando de vem de alguém tão próximo, de quem você por instinto esperaria palavras mais inspiradoras e encorajadoras. Vejo pessoas com quem convivo no meu meio social, e fico reparando nas suas relações com seus parentes diretos... é tudo tão diferente! Vejo afeto, carinho, cuidado, coisas que não acontecem comigo nem de mentira, nem por fingimento, nem para manter as "aparências". Pelo contrário, não perde a chance de diminuir, de me maltratar, de me machucar...
Não faço ideia de quanto tempo mais eu suporto essa situação incômoda e frustrante. To me sentindo enfraquecida, desanimada, e a pergunta que me faço a todo tempo é: até quando?

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Vazio

Minha cabeça anda tão perturbada nesses últimos dias... sei lá por qual motivo. To me sentindo tão carente, tão sozinha... essa semana voltei da faculdade chorando até em casa, sentindo falta de coisas que não são mais minhas, sentimentos e momentos que já se foram, minha cabeça sabe que isso tudo já passou, mas meu coração não quer aceitar.
É uma dor sem tamanho, um vazio que me consome como se tivesse um buraco negro dentro de mim, me sugando de dentro pra fora. Que sensação ruim essa meu Deus! Uma tristeza que bate com uma força devastadora, que me faz ter vontade de sumir desse mundo. Cansada dessa história de "um dia sua hora vai chegar". Será que vai mesmo? E será que até lá eu já não cansei de esperar?
Não é possível que eu seja uma pessoa tão ruim assim! Eu sei que tenho muuuuitos defeitos, mais até do que qualidades talvez, mas não é possível! Que feitiço ruim é esse, que praga é essa que colocaram em mim? Não é normal isso!
Sinto tanta falta de alguém pra poder ligar no fim do dia e desejar "boa noite". Sinto falta de receber e enviar sms's fofos durante o dia só pra mostrar que estou pensando nele. Sinto necessidade de abrir um sorriso largo e sentir o coração acelerado ao ver "aquela pessoa" aparecer na minha frente.
Quando vou conseguir viver isso de novo? Quando vou sentir o gostinho da felicidade outra vez? Quando vou me sentir radiante como há anos atrás? Não é possível que a felicidade seja mesmo essa coisa breve que eu vivi há anos atrás, e isso só aconteça uma única vez! Não posso, não consigo acreditar nisso!
São 3 anos. 3 longos anos! To surtando... não posso ser a pessoa mais complicada e cheia de defeitos desse mundo. Enquanto os meses passam, eu to buscando estruturar minha vida, estudar, trabalhar... mas só isso não dá, acho que uma pessoa normal precisa de mais do que isso. To vendo o tempo passar, e embora esteja conquistando aos poucos o meu objetivo, estou me sentindo mais triste e mais sozinha. Não tenho muitas amizades, não tenho muito tempo pra sair, não tenho dinheiro sobrando, e pra compensar minhas frustrações, entrego-me à bebida e a comida.
Cada vez que me olho no espelho e visto minhas roupas, só percebo que dia após dia só estou maior. Andei pensando nisso nos últimos dias, e to achando que estou mesmo doente. Não paro de pensar em comida, tenho passado os dias assim, sem limites... não sei mais o que fazer! Já não posso mais pegar qualquer ônibus, pois não passo mais em todas as roletas, as minhas roupas estão todas apertadas, e as calças que eu compro tem duração limitada, uns 3/4 meses, depois disso elas rasgam nas coxas. Já não consigo usar salto alto por conta do peso, acho que nem sei mais usar...
Tem dias em que acordo e penso, a partir de hoje vou mudar, vou começar uma dieta, vou parar de comer pra perder alguns quilos. Quem disse que eu consigo? Até o fim do dia, eu já desisti do meu plano só de pensar nos quitutes que gostaria de comer. Não estou mais comendo por fome, estou comendo por compulsão, por olho-grande. Tento me controlar, mas é algo mais forte que eu, e não consigo!
Desse jeito onde eu vou parar? Já não encontro roupa com facilidade, quando encontro nem sempre fica bom, e quado fica, é tudo tão caro que às vezes não posso comprar. É ruim ser a única "diferente" no meio das minhas amigas, da minha família. É ruim não vista com admiração, e sim na maioria das vezes com pena.
Eu juro que to tentando ser forte, mas não tá nada fácil. Na verdade eu já sabia que não ia ser fácil, mas tá mais complicado do que eu imaginava. O problema todo deve ser "eu" mesmo. Na minha vida pessoal nada dá muito certo, não consigo encontrar alguém legal pra ficar do meu lado e me oferecer o carinho e atenção que preciso, procuro fazer o melhor pro meu filho, mas minha mãe tem sempre uma crítica pra fazer, daí acabo achando que to fazendo tudo errado. Talvez a minha escolha de estudar não tenha sido mesmo a escolha certa. E se não estou dando ao meu filho a atenção, o carinho e o cuidado que ele precisa? E se estou mesmo falhando como mãe?
Já sei que não sou boa filha. Pois tudo que minha mãe mais quer é conseguir se mudar, ter a casa dela de verdade, e viver sozinha, longe de mim e das minhas bagunças. É isso o que eu mais escuto "não vejo a hora de ter a minha casa". Essa semana ouvi que se ela pudesse, alugaria a casinha vazia aqui no terreno do vizinho, só pra ela ter o seu canto.
Tem horas em que eu me sinto um incômodo, achando que absolutamente tudo que faço é errado. E devo ser mesmo, já que nada tem dado muito certo, eu devo mesmo estar fazendo tudo errado. As possibilidades de mudança às vezes surgem na minha cabeça, mas não faço ideia de por onde começar, e acabo dando tudo como muito improvável. =o/
Só de uma coisa eu sei, ainda me mantenho firme na posição de que não vou me deixar ser escolhida embora esteja me sentindo o último dos seres. To sozinha, triste, carente, mas não vou oferecer o melhor de mim pra quer porcaria solta aí na esquina. Agora quanto ao resto, não faço ideia do que fazer!

domingo, 27 de maio de 2012

A volta dos "ex" mortos-vivos


O que tem de novo na minha vida nos últimos meses é só o fato dos meus “ex” estarem me procurando com certa frequência que tem me assustado... rs – não sei explicar exatamente o que está acontecendo, mas parece que a maioria deles resolveu me procurar com a intenção de me pegar mais uma vez! Kkkkk
O meu “foco” nos últimos tempos tem sido o “Mr. A”, que sumiu por uns tempos depois da nossa breve discussão no carnaval por conta do Xavier, que foi meu ‘namoradinho’ nos dias de folia. No fim de Março, o “Mr. A” ressurgiu, me ligou do nada querendo me ver porque estava morrendo de saudades. Foi me buscar algumas vezes na faculdade pra me levar em casa... ficamos algumas vezes, matamos a suposta saudade mas, ficou no mesmo, ele era só um casinho sem maior importância. Até aí, tudo bem... pra mim, não tinha diferença alguma, era só mais um carinha que surgiu na minha vida, com quem eu poderia sair de vez em quando, rir, conversar, e de quem eu recebia carinho e atenção especiais.
Passei umas semanas sendo cercada pelo Xavier de tudo quanto é forma... ele me ligava quase todo dia, mandava mensagem, inventava desculpas pra me ver.. huauhauhauhua foi engraçado! Eu me sentia vingada pelas coisas que ele fez comigo, e era bem divertido dar foras e respostas mal-criadas a ele que estava me tratando perfeitamente bem, super-carinhoso. Eu escutava “menina má” da Mc Anitta o dia quase inteiro, e me sentia vivenciando um clip dessa música com o Xavier. Foram algumas semanas perfeitas e bem divertidas.
Eu até sentia falta do “Mr. A”, mas não conseguia ficar procurando-o incessantemente, achava chato, pegajoso, sem contar que, eu não sabia exatamente se era isso que o “Mr. A” queria, então... por mais que às vezes eu sentisse saudades, eu preferia não me manifestar, afinal, ele era só um casinho.
Até que depois de umas 2 semanas sem nos falarmos, no dia de São Jorge, ele me ligou enquanto estava na igreja, e foi super frio comigo e eu não fazia ideia do que tinha acontecido. Deixei-o falando sozinho e nem discuti, só respondi “tá, tá bom” e desliguei. Em seguida mandei mensagem pra ele, tentando entender o que havia acontecido, qual o capítulo da novela eu havia perdido, pois não fazia ideia do que tinha ocorrido. Ele então me ligou novamente, dizendo que eu não tinha me lembrado do aniversário dele, me cobrando umas coisas que eu não tinha noção do motivo. Pois bem, na terça-feira seguinte ele me ligou novamente, todo grosso, seco, dizendo que precisávamos conversar muito sério e que me ligaria pra acertar a hora. Pois bem... passaram-se os dias e ele só voltou a me procurar na sexta-feira. Saí do trabalho, fui pra casa, me arrumei e desci pra esperar o Théo chegar da escola. Nesse meio tempo, ele chegou na minha porta e ficamos conversando. No meio da conversa, ele disse que tinha desistido de ter alguma coisa mais séria comigo, pois eu era muito fria, muito seca, e não demonstrava sentimento. E que ele precisava de algo mais consistente, mesmo gostando muito de mim e querendo estar mais perto. – Confesso que me surpreendi, não imaginava que ele fosse me dizer essas coisas, e lembrei do Xavier me chamando de iceberg no começo do namoro (rsrs). Depois que ele falou o que queria, foi a minha vez de dizer o que eu pensava. Disse-lhe que, eu não iria me dedicar a quem não me queria, que ele tinha outra pessoa em sua vida, e que eu não iria disputar atenção de ninguém. Que não me dedicaria a ele, sabendo que no fim das contas, a probabilidade de me machucar era muito grande, pois ele não deixaria a vida dele para trás para se importar comigo, era algo óbvio. Foi aí que ele me contou que já tinha terminado o namoro desde o carnaval, e que lá em fevereiro quando discutimos, ele queria ficar comigo, queria ter conversado desde aquele tempo, mas que não sentiu segurança em mim, e achou que eu queria voltar com meu ex-marido, por isso ficou com raiva e sumiu por uns tempos.
Tá, que alternativa eu tinha a não ser acreditar nessa história? Rs – Ficou por isso mesmo, e decidimos continuar ficando, até ver onde as coisas iriam chegar, mas ele deixou claro que queria ficar comigo e que estava sentindo muito a minha falta. Pediu até pra que não o deixasse muito tempo sozinho, me fizesse presente, demonstrasse interesse pra que não tivesse oportunidade de ‘surgir uma tentação’. (Conversa igualzinha a do Xavier no começo do namoro, pqp!) Ficamos juntos nesse dia, foi ótimo e ele demonstrou estar mesmo com saudade. Ficamos num ‘chameguinho’, só... rs
Com os rumos um pouco mais definidos, comecei a procurá-lo, mandava mensagens dia sim, dia não, e ele me ligava mais ou menos com a mesma frequência. Ele foi me buscar na faculdade mais algumas vezes e ficávamos aqui perto de casa, dentro do carro conversando um bom tempo. Fiquei sabendo um pouco mais sobre a vida dele, e isso fez eu me sentir um pouco mais à vontade. Finalmente ele estava me contando coisas a seu respeito, e poderia ter a chance de conhecer melhor aquele que talvez pudesse ser meu futuro namorado.
Pois bem... comecei a diminuir a quantidade de mensagens, e o resultado não foi o esperado, ele também já não me ligava com tanta frequência. Num fim de semana em que eu podia sair, eu liguei pra avisar que poderia sair, e ele me atendeu dizendo que não estava podendo falar, mas que já me ligaria. Pois bem... ele retornou a ligação umas 4 horas depois. Deixei o telefone tocar bem na minha frente até cair a ligação. Uns três dias depois ele me liga, dizendo que estava em falta comigo, me pedindo mil desculpas, dizendo que precisava me ver, que estava com muita saudade e que estava trabalhando muito, que a vida dele estava muito corrida, mas, que ele iria dar um jeito de me ver. Ok! Não dei nem muita ideia, tratei-o de um modo frio, fui toda seca, e ele percebeu que não estava tudo bem. Na sexta-feira dessa semana, eu recebi uma notícia muito boa, fiquei muito feliz, estava radiante e queria poder comemorar com alguém, compartilhar a minha alegria... saí do trabalho, e fui fazer uma compras. Comprei um vestido super justo, com um decote enorme e pensei logo nele quando experimentei a roupa. Ao sair da loja, mandei-lhe uma mensagem dizendo que tinha comprado um vestido lindo, mas que só faltava saber quando poderia usar, já que ele não tinha tempo... Não deu 30 minutos e ele me ligou, marcando de me buscar às 10:30 aproximadamente. Já em casa, tomei meu banho, ajeitei o cabelo, maquiagem... estava arrumada, só faltava trocar a roupa pra sair. Enquanto esperava a hora passar, fiz o dever de casa com o Théo, fiquei jogando meu joguinho viciante no facebook... a hora foi passando e nada. Até que deu 11:30, eu me irritei e fui deitar, até porque, no dia seguinte eu tinha prova na faculdade de manhã. Irritadíssima, eu mandei-lhe uma mensagem mal-criada, dizendo “Achei que eu fosse complicada e sem tempo, mas pelo que vejo você é mais. A atenção que mereço e preciso você não pode me dar infelizmente. Então, desisto de você!”. Foi engraçado!! Menos de 5 minutos depois meus telefones não paravam de tocar... foram unas 10 chamadas não atendidas! Uahuahuhau Até que eu finalmente decidi atender, depois do Théo ficar: “atende mamãe, atende! É o “Mr. A”, atende ele!”. Atendi o telefone, e do outro lado: “Jo, para de palhaçada, deixa de ser mal-criada, eu to indo aí te buscar, eu só me atrasei, mas não te esqueci, levanta da cama e desce que to chegando no teu portão”. Troquei de roupa, desci e ele estava com um amigo dentro do carro. Dei-lhes boa noite com uma cara de quem queria fuzilar um (kkkkkk) Fomos levar o cara em casa, e ficamos conversando dentro do carro na porta do menino. Não dá pra relatar em detalhes a conversa toda, mas o que deixei claro foi que eu não quero controlá-lo como ele pensou, mas que não lhe custava nada ligar avisando que iria se atrasar, que não sou palhaça e de que ele não vai me fazer de otária.
Confesso que eu estava com saudade dele, não sei explicar, mas adoro o jeito como ele me olha. É tão bom quando ele afaga meus cabelos e alisa meu rosto... pode ser que seja mesmo só aquele momento, mas pelo menos alí, parece verdadeiro.
Já perto da hora de vir me deixar em casa, não sei ao certo de aonde surgiu a conversa, mas, ele disse que me “enfiaria a porrada” se me visse com outro, achei graça, e em um tom descontraído, perguntei então, o que eu poderia fazer se o visse com outra. A resposta também foi inesperada. Ele cantou toda a letra de “Duas paixões” do BokaLoka. Fechei a cara na hora, acabou o clima ali. Fechei os olhos, e quem eu vi na minha frente? Xavier!! (pqp!) Escorreram algumas lágrimas, mas eu não chorei... senti uma coisa ruim dentro de mim, sensação estranha, um vazio... fui tomada por uma tristeza como se percebesse que não seria feliz mais, e tive a confirmação de que o “Mr. A” não era a ‘salvação da minha lavoura’ como imaginei depois da última conversa. Meu corpo estava presente, mas minha alma já não estava mais ali... estava perdida, vagando em algum lugar desse mundo, minha mente já não estava mais ali...
Depois desse dia, só nos falamos mais umas 2 vezes, ele disse que precisávamos conversar, eu acho que precisamos sim, tá na hora de colocar ‘os pingos nos i’s’, não gosto de não saber onde estou pisando; se é, é, se não é, não é e ponto. Desde então, fiquei com aquela velha dúvida dentro da minha cabeça, será que esse é o único sentimento que sou capaz de despertar nas pessoas? Será que a única coisa que consigo oferecer é sexo? Quero mais do que isso, preciso mais do que isso, e não sei o motivo pelo qual os caras que se aproximam não entendem. Agora, sim o que vou dizer tem alguma relação com os “ex” do começo da postagem, atenção meninos: sexo fácil é possível de se encontrar em uma balada qualquer; na Av. Atlântica, em Copa, é o que mais tem; fácil e barato, é na Vila Mimosa. Podem me chamar de antipática, de estúpida, e de recalque, podem até dizer que não sou tão boa quanto eu acho que sou, mas uma coisa é certa, sou muito melhor que vocês merecem, afinal, se eu fosse tão ruim assim, vocês não estariam feito cachorros atrás de mim. Cara querendo me pegar é o que mais tem, mas só cabe a mim decidir com quem quero ficar!
To voltando à estaca zero, recomeçando mais uma vez... Enquanto não achar o certo, vou me divertir com os errados, mas, com os errados que eu achar que merecem um pouco do meu precioso tempo. E nesse exato momento, eu quero gastar o pouquinho do tempo que eu tenho com um coroa cheio da grana, que me banque e não reclame dos meus gastos!! kkkkkkkkkkk

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Desabafo

Minha cabeça hoje está a mil... to cansada de uma semana estafante, morta de cansada depois de uma semana de provas em que não sabia nada na faculdade, depois de uma semana puxada no trabalho, chorei e tudo... tem momentos em que sinto que não vou aguentar.
Hoje, sexta-feira, o que mais queria era sair, ver gente, me distrair, estar com gente legal, bater-papo, rir... e onde estou afinal? Mais uma vez em casa, sozinha na frente do computador. To sempre assim, sozinha...
O que foi que aconteceu com a minha vida? Onde exatamente tudo se transformou nesse tédio maldito? Não existe novidade... toda semana a mesma coisa, casa-trabalho-faculdade-casa. Não existe um tempo só meu mais. Não tenho mais vida social, parece que não tenho mais amigos senão os virtuais, minha distração do fim de semana é jogar "The Sim's" no facebook. Isso é vida?
Não aguento mais ficar sozinha, me sentir sozinha... olho envolta e vejo as pessoas próximas felizes, ou pelo menos aparentemente felizes, todas com suas famílias. Minhas amigas tem seus maridos, namorados... e eu? O que há de errado nesse ser gordo que escreve suas lamentações? Que inferno isso!
É justamente nesses momentos de confusão mental que surgem pensamentos infelizes, que faço força pra espantar, mas eles teimam em aparecer. Ainda agora pensei, "é, acho que não tem outra saída. Talvez meu fim seja com Ele mesmo... Não dá pra ficar com ninguém, é quase impossível conhecer alguém legal e conseguir começar um relacionamento. O jeito deve ser ficar onde tudo começou, assim as coisas ficam mais fáceis, já que não vai ser necessário o 'processo de adaptação' com meu filho". Eu mesma me pergunto como posso ainda pensar isso?
Ah... sabe que na verdade nem eu sei o que quero. Não quero abrir mão da minha faculdade, mas não sei se vou conseguir ficar assim por muito mais tempo. Eu preciso de um tempo pra mim, momentos meus, só meus, em que eu possa me esquecer dos problemas nem que seja por algumas poucas horas. Preciso me sentir querida, tenho necesidade de receber carinho, afeto. Ah, to carente mesmo. Que merda, odeio isso! =o/
Eu só queria que toda aquela ilusão de 7 anos atrás fosse verdade. Queria ter a chance de reviver bons momentos como aqueles, independente de ser com a mesma pessoa ou não. Aquela sensação é que me faz falta... e não consigo enxergar possibilidade de ter isso outra vez em minha vida, pelo menos por enquanto. É como se eu estivesse presa na minha própria vida, condenada pelas minhas escolhas. Todo fim de semana é a mesma coisa... vários convites pra sair, gente nova surgindo na minha vida, oportunidades aparecendo e eu tenho que deixar tudo pra trás. Quase todo fim de semana escuto "quem mandou ter filho"? Na hora sinto como se não tivesse mais vida própria, como se eu fosse só um corpo em que a única função é trabalhar pra mudar a vida do meu descendente, não tendo mais direito a ter vontade própria, necessidades...
Não faço ideia de como mudar isso. Estou rezando muito pra ter forças, pedindo com fé para que meu São Jorge não me deixe falhar, pra que eu não fuja do meu objetivo e minha opinião não mude. Pois, o "passado" tá soprando nos meus ouvidos e to fazendo de tudo pra não ouvi-lo. Não quero acreditar que essa é a única alternativa... mas, tenho medo que uma hora os fatos me convençam do contrário.

domingo, 11 de março de 2012

Meu orgulho

"- Seu pai ligou, quer falar com você.
- Não quero falar com ele.
- Mas, ele quer falar com você.
- Eu não to sentindo falta dele.
- Pq filho, o que houve?
- Ele tá sempre brigando contigo!"

Breve conversa que tive com o Théo ainda há pouco, quando contei que o pai havia ligado procurando por ele. Fiquei sem ação, sem saber o que dizer além de: "filho, ele é o seu pai"! De uma coisa eu tenho certeza, ele já me faz sentir a mãe mais agraciada desse mundo, e se continuar assim quando crescer, não vou caber em mim de tanto orgulho de ter conseguido passar valores, e formar um indivíduo de bom caráter.

Posso conversar, explicar que as coisas são diferentes mas, não posso obrigar. Sensibilidade em 100% on! Não é a toa que é meu orgulho, é minha vida! ;)

Era feliz. Só não sabia..

Mais uma vez, faz tempo que não passo por aqui. Infelizmente minha vida anda tão atribulada, tão corrida que nem tenho tido tempo pra muita coisa, e não conseguir passar por aqui pra desabafar está me fazendo meio mal. Minha saúde não etá muito boa, minha imunidade está baixa, fico doente por qualquer coisa boba, recentemente tive infecção intestinal (ainda não estou curada), e com alguns problemas relacionados a stress.
Minhas aulas na faculdade começaram há 2 semanas, e por conta dessa infecção já somo 8 faltas. Não sendo o bastante, nem to entendendo nada, e na quarta-feira, aula de Economia Geral e Política, quase tomo mais 4 faltas por não ter assistido aula nos tempos depois do intervalo. Essa matéria não entra na minha cabeça!!
No começo dessa semana tive uns probleminhas, digo probleminhas pois, não posso dizer que não me irritei. Mas, confesso que eu me diverti muito mais do que qualquer outra coisa. Fiquei tão pilhada que passei a madrugada de domingo para segunda toda acordada, fui trabalhar, passei mal durante o dia no trabalho, vim pra casa, ri mais um pouco e só fui dormir às 23:00 de segunda-feira. Esse dia vai ficar marcado na minha cabeça pro resto da minha vida, sabe quando você sente o doce sabor da vingança? Pois é... eu ainda não o senti doce como quero, mas deu pra experimentar e vi que é muito bom! Me senti recompensada por mim mesma! =o)
Foi uma semana um tanto atribulada. Passei a ter um  contato maior com pessoas que já não falava há algum tempo. Recebi declarações fofas de pretendentes, mas nada que me faça acreditar no sentimento masculino. Vejo que sou incapaz de acreditar em qualquer palavra pronunciada por alguém do sexo oposto, por mais linda e fofa que seja. Aos meus ouvidos elas chegam com um ar de falsidade, como se a mente que bolou aquela frase quisesse me manipular. Leio ou escuto coisas bonitas, suspiro, e em seguida penso: "ah, fala sério que é pr'eu acreditar?!"
Tem alguns breves momentos em que me sinto sozinha e triste, mas logo vejo que estou muito bem do jeito que estou. De que adianta estar do lado de alguém que vai me magoar, me fazer sofrer, me enganar e me iludir mais uma vez? Pra que me jogar, me doar, me entregar se sei que vai ser em vão? Nos últimos anos infelizmente nenhum cara realmente bacana se aproximou de mim, ou se o fez, demonstrou não ser um cara legal. Todo homem que se chega me faz ver que ele está sendo induzido por seus instintos masculinos, ou seja, está atrás meramente de sexo. E eu, obviamente caio fora sem nem me dar a chance de correr o risco de me envolver mais do que devo.
Sexta-feira, conversando com BFF, ouvi que mudei. Que não sou mais aquela menina meiga, delicada e carinhosa que costumava ser há anos atrás. A vida me mudou, eu seria mais específica, meu ex-marido me mudou, e não sei se foi pra melhor, pelo menos aos olhos dos outros. Eu, acho que melhorei no sentindo de não mais me iludir com qualquer promessa falsa, estou mais madura, mais centrada, com objetivos estabelecidos na minha cabeça e estou batalhando pra concretizá-los. Sei também que estou mais seca, mais dura, mais impaciente, grossa... não tenho mais saco pra dengos, joguinhos. Me tornei um pouco mais objetiva, e menos maleável.
Cansei de ser usada, agora eu quero é usar. Já sofri muito por quem não merecia ao menos uma lágrima que caiu dos meus olhos por anos, e lembrando de como era na minha adolescência, tenho vontade de ser exatamente como era anteriormente. Meu lema era: "pegue, e não se apegue". Eu curtia a vida, tinha vários 'amigos' que supriam as minhas carências em todos os sentidos. Tinha aqueles que me chamavam pra sair, zuar e beber todas, tinha aqueles que me chamavam pra ficar agarradinho 'namorando', tinha aqueles com quem eu me juntava pra falar muita besteira... Eu era solteira, mas não era sozinha como às vezes me sinto hoje. Não me permitia gostar de verdade de ninguém, e é isso que quero hoje pra mim. Minha felicidade não depende de ninguém, a não ser de mim mesma.
Por conta de minhas escolhas do passado, estou tendo que escutar umas coisas hoje que não me agradam, e ás vezes sinto vontade de sumir daqui. Na quarta-feira, outra vez minha mãe veio dizer que eu já deveria ter feito faculdade, que não era hora de eu estudar, que estava atrapalhando a vida dela, e que ela não poderia perder o emprego por causa de mim, tendo em vista que na próxima semana ela vai trabalhar em tempo integral, e não teria ninguém pra ficar com o Théo enquanto eu etivesse na faculdade. Chorei de raiva, de desespero ao não ver nenhuma outra alternativa a não ser de desistir do meu sonho e trancar a faculdade. Felizmente, minha avó foi iluminada por Deus, ou alguma força maior (rs) e conversou com minha ex-cunhada, permitindo que ela fiquei mais 3 meses morando aqui até encontrar uma casa com calma pra alugar.
Essa foi uma semana tensa de verdade, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Pessoas ressurgindo na minha vida, querendo se mostrar interessadas e presentes. Querendo me mostrar que merecem uma oportunidade, e que estão dispostas a me fazer feliz. Apesar de me sentir sozinha e carente às vezes, não quero me envolver, e me dedicar a qualquer um como se estivesse desesperada, até pq não estou. Seria bom se uma pessoa legal tivesse do meu lado pra me ajudar a seguir em frente, mas não sei se estou pronta pra entrar numa relação, e me dedicar nesse momento. Relacionamento exige muito da pessoa, e não sei se eu teria tempo de me dedicar, me envolver o suficiente pra isso. Meu filho, meu trabalho e minha faculdade já me consomem e me deixam preocupada o bastante. rs
Só o que consigo afirmar com toda a certeza, é de que preciso de um tempo só meu, preciso ficar sozinha algumas horas por semana. Distrair minha cabeça, pensar em mim, esquecer um pouco do restante do mundo e lembrar que eu, Joseane, também existo e tenho minhas necessidades. Hoje, sábado, agora à noite, fui à pizzaria com o Théo, depois de ter passado o dia inteiro na frente do computador, cercada de cadernos e livros da faculdade. Saí pra tentar relaxar, distrair, mas aconteceu o contrário.. ele me irritou de uma tal forma, que minha vontade era de largar tudo lá, e vir pra casa arrastando ele pelas orelhas.
Estou com medo de estar pensando no nosso futuro, e estar me esquecendo de ser mãe dele hoje, no presente. Juro que estou tentando fazer o que acho certo. Quando chego da aula tarde da noite e ele ainda está acordado, antes de dormir ainda fico um pouco com ele, dormimos abraçados, fico fazendo carinho nele de manhã antes de ir trabalhar... quase não saio pra baladas por aí pra dar mais atenção ao meu filho, tudo na esperança de conseguir suprir um pouco da falta que eu faço na sua vida. To tentando ser a melhor mãe que posso ser, mas to com a sensação de que posso estar fracassando e isso está me doendo muito. Ele está arredio, está mal-educado, respondão... outro dia disse que queria um papai novo. No momento, eu achei graça, mas depois fiquei pensando... e no dia que ele disser que quer uma mãe nova?
Tudo que menos quero, é chegar a conclusão de que na verdade minha mãe está certa. Que estou fazendo tudo errado, no tempo errado, e que na tentaiva de acertar o que já havia "feito de errado", eu só complique muito mais o que já não é tão simples,
Quero um tempo só meu, preciso ficar sozinha um pouco, relaxar e parar de pensar em todas as obrigações que tenho, pelo menos por algumas horas. To surtando, o ano mal começou e já estou sentindo uma enorme pressão sobre mim. To sentindo tanta, mas tanta falta da minha adolescência... Definitivamente, eu era feliz, e não sabia!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Vida pra quê?

Ando muito sem tempo, sem inspiração, sem vontade de escrever, mas hoje eu preciso de verdade!
Minha cabeça está cheia de interrogações e estou me sentindo muito mal.  A vontade é de sumir desse mundo, o que ficou na minha cabeça  noite inteira foi a ideia de tirar minha própria vida...imaginei diversas maneiras diferentes pra fazer isso hoje, mas quando pensei que o Théo poderia entrar em pânico ao acordar e me ver morta ao lado dele com a casa toda trancada e sem ninguém pra ajudá-lo, percebi que poderia traumatizá-lo e acabaria afetando seriamente a vida dele também.
Essa semana ouvi coisas que me magoaram, ou melhor, me deixaram com raiva. Tive que ouvir "a maior merda que você fez foi ter engravidado, foi querer imitar sua irmã", "não era pra estar fazendo faculdade agora, você inventa de estudar e sobra pros outros" entre outras frases muito agradáveis e incentivadoras pra não dizer o contrário.
Aí eu me pergunto: é com esse tipo de pessoa que eu tenho/posso contar pra conseguir mudar de vida e dar um futuro bom pro meu filho? Peraê! Como meu filho é a maior merda que fiz? Não fode! É meu filho, posso me arrepender de qulaquer outra coisa que já tenha feito, mas meu filho é especial, ele é a única razão de eu ainda estar aqui nesse mundo. Ainda não acabei com minha vidinha medíocre só por causa dele, estou buscando melhorar, crescer só por ele. Théo me pertuba, tem horas que me irrita, me desrespeita, mas também é a minha única fonte de alegria, é de onde vejo que recebo amor e carinho verdadeiros.
Passei a noite pensando em muitas coisas e chorando muito, me sentindo completamente infeliz e frustrada. Quando penso na minha vida, e nos que estão à minha volta, não enxergo nada bom, vejo que nada dá certo em nenhum aspecto. Meu relacionamento familiar, conjugal, minha relação com meu filho, meu trabalho... tudo está ruim, não dá pra dizer que pelo menos uma coisa está bem, do jeito que eu imaginava um dia. Ontem, ouvi de uma amiga minha que o problema está em mim, que a culpa das coisas acontecerem é minha... pois muito que bem, se não sei fazer nada certo, se tudo me parece uma merda, não estou feliz e não existe ninguém que possa dizer algo de bom sobre mim, o que ainda faço aqui? Pra que ficar aqui?
Nada dá certo, e to cansada disso! Chega de ser uma fracassada, assim só vou ensinar meu filho a ser um perdedor também. Sei que não tenho só defeitos, porém, sempre que alguém fala alguma coisa boa de mim, em seguida vem o "mas..."
Não sei ser a filha perfeita que minha mãe queria ter! Não sou como ela imaginava que eu seria, não sou organizada como ela, penso diferente, e isso a incomoda muito. Sabe quando foi a última vez que minha mãe me fez um elogio? Eu não sei! Só ouço críticas, ou frases do tipo: "É vai achando que se deu bem, quando for ver, se ferrou", quando contei que tinha ido bem na prova da faculdade e que achava que havia tinha tirado uma nota boa. Não me lembro de nenhum momento em que tenha sido diferente, nunca tive incentivo... Não me lembro de quando foi que recebi um abraço pela última vez, acho que nunca ouvi um "eu te amo filha" espontâneo. Nunca fui motivo de orgulho e hoje, mesmo tentando dar a volta por cima, tentando corrigir alguns erros segurando a barra de ter feito as coisas ao contrário, continuo sendo indiferente. Minha irmã continua sendo a figura comparativa usada contra mim, "a filha perfeita, com filho, marido e sua casa independente das dificuldades". Que saco!!
Procuro ser a melhor mãe do mundo pro meu filho. Sou carinhosa com ele até demais, e acho que esse é um dos principais motivos dele estar tão apegado à mim e tão cheio de dengos e manhas. Faço o possível e o impossível pra que não falte nada pra ele, faço suas vontades e tento educá-lo do meu jeito dentro das minhas possibilidades rezando pra conseguir fazer as coisas direito, já que educo por pai e mãe. Só o que ouço é que estou errada, que meu filho é mal-educado, isso e aquilo, mas sempre que imponho limites, escuto, "não bate nele", "não põe ele de castigo". Todo mundo se mete, mas a mãe sou eu! Ouço sempre que não deveria ter tido filho, que não tenho paciência... sei sim que em alguns momentos não tenho paciência, mas geralmente estou abraçada com ele vendo desenhos, o tempo inteiro digo que o amo muito, dou carinho. Tento dar pro Théo TUDO que eu não tive e não tenho, tento suprir qualquer necessidade que ele tenha emocionalmente. Às vezes ele quer brincar, e eu não quero soltá-lo, quero continuar abraçada dando carinho.
Na faculdade, infelizmente não posso dizer que sou uma das melhores alunas da turma. Esse último semestre tive muitas dificuldades e passei com a média tolerável, com o rendimento bem abaixo do que eu imaginava que seria. Tem momentos em que não tenho estímulo algum, e só "empurro com a barriga" pra não ter que desistir. Só não desisti pois, sei que esse é o único modo de poder mudar a vida do meu filho. Como já disse antes, ele é o motivo pelo qual ainda levanto da cama todos os dias.
Meu trabalho é bom, tenho essa consciência. Meus patrões são pessoas ótimas, cada um à sua maneira e apesar dos meus eternos vacilos, me recompensam de um jeito que acho que em nenhum outro lugar fariam. Antes, eu podia reclamar, hoje, não posso, não tenho esse direito! Os caras são fabulosos! Tenho noção disso, e me sinto horrível quando por algum motivo sou chamada à atenção. Estou em um lugar tão bom que não posso dar chance ao azar, não posso errar. Toda vez que escuto algum tipo de reclamação, dentro de mim cai como uma bomba e me sinto péssima. Não posso errar, é inadmissível! Não posso perder esse emprego, essa oportunidade... e vez ou outra erro sem nem me dar conta. Depois fico me torturando, me arguindo como pude ser tão irresponsável. Lembro-me de que no fim do ano, tirei cópia errada de um documento muito importante, chorei o dia inteiro por não ter prestado atenção de que estava errado, me senti tão mal que quase pedi demissão. Minha dívida de gratidão é tão grande, estar alí mudou tanta coisa, que não posso deixar que de alguma forma sejam prejudicados pela minha ineficiência.
Já o lado sentimental... nem se fala! O problema realmente está em mim, e o pior é que não sei onde. Sinto que nunca vou ser feliz, sou daquele tipo de pessoa que veio nesse mundo pra sofrer, pra chorar, pra dar com a cabeça na parede. Sabe aquela pessoa que todo mundo acha maneira, mas ninguém quer por perto? Tenho o astral baixo, sou uma pessoa essencialmente triste, e não sou boa companhia pra ninguém. Todas, absolutamente em todas as vezes que tentei ficar com alguém, me dei mal. Não sei se posso dizer que um dia eu fui feliz, só me lembro de lágrimas. Nunca fui boa o suficiente pra ninguém, nas vezes que me dediquei só sofri, só me magoei. Me sinto sozinha, abandonada, e acabo só me aproximando de pessoas que se proveitam dessa minha fragilidade, e saem da minha vida com a mesma velocidade em que surgiram. Hoje sinto falta das mesmas coisas, choro pelos mesmos motivos de 10 nos atrás. Preciso de carinho, atenção, cuidado. Preciso gostar de alguém que goste de mim de verdade. Não posso mais esperar, não sei se aguento. É muita coisa junta e já não tenho forças!
Tudo dá errado pra mim o tempo todo, não sou bem sucedida em nada que faço. Me olho no espelho e não consigo gostar do que vejo! É muito ruim dar o seu melhor, e perceber que o seu melhor é muito pouco pra qualquer coisa. Todos os problemas estão em mim, e como mudar tudo? Não dá! Essa sou eu, é minha essência, sou assim! Nunca vou ser linda,  nunca vou ser perfeita, nunca vou ser magra, nunca vou ser rica... Minha vida é essa droga mesmo, não tem como mudar tudo, a não ser nascendo outra vez.
A única pessoa que me segura aqui é o Théo, ele é responsabilidade minha, fui eu quem quis assim. Ele foi minha escolha, é minha força, não é a vida dele que depende da minha, e sim, a minha vida que depende dele. Às vezes penso que seria melhor pra ele não me ter como mãe. As crianças precisam ter bons exemplos, ter pessoas fortes, centradas, decididas e com boa energia perto delas, e eu não tenho nada disso pra oferecer.
Hoje estou assim, me sentindo um lixo. Uma merda de mãe, de esposa, de filha... Só escuto coisas boas de pessoas que não convivem comigo. Quero jogar a toalha, pois eu não tenho mais força e nem vontade de continuar!