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quinta-feira, 5 de março de 2015

Nada fácil

Eu sei. Sempre soube que não seria fácil,  mas não fazia ideia de que seria difícil assim. Tá complicado,  tá pesado pro meu lado.
Não 'casei' (leia-se morar junto) e engravidei, com a intenção de me separar e criar meu filho sozinha. Meus planos eram outros! Quando a barriga começou a crescer e a ficha caiu de que eu teria um bebê, idealizei minha família. Imaginei sim, que seria muito feliz e que meu filho cresceria numa família bem estruturada.
Nem tudo é como a gente imagina. Feliz ou infelizmente... São quase 6 anos sozinha. Não vou dizer que não tive auxílio algum por parte do pai, mas foi muito aquém do que eu gostaria. Tudo nas minhas costas,  tudo na minha responsabilidade, todas decisões exclusivamente minhas e todos os riscos também são meus.
Medo. É. Medo, muito medo. Vai me consumindo e me angustiando todos os dias. Minha saúde está sendo prejudicada lentamente sem eu nem me dar conta. É chato pedir ajuda, ter que reconhecer minhas fraquezas, mas é necessário. Não quero ter que eternamente  carregar sozinha a culpa por um possível fracasso de um filho. Ou melhor dizendo, a culpa pelo fracasso dos pais em educar uma criança.
Tento oferecer o meu melhor sempre, dou carinho,  atenção,  e busco não deixar faltar nada. Me esforço pra ele poder estudar na melhor escola que posso pagar,  na intenção de oferecer uma educação de qualidade. Faço as vontades dele sempre que posso e em troca, só recebo problemas.
Sinceramente,  já não sei o que fazer. São 3 semanas de aula e 3 semanas de bilhetinhos com reclamações da professora. Meu Deus! Ele só tem 6 anos. Como será quando chegar as 15, se continuar desse jeito? Estou entrando em pânico!
Pode parecer absurdo e revoltante uma mãe falar isso,  mas desse jeito, eu vejo um futuro muito ruim. Com muito mais problemas, dificuldade de convivência, transtornos comportamentais e desvios de conduta.
Óbvio que não desejo isso. To batalhando para que esteja enganada. Mas, não vou tapar o sol com uma peneira e fingir que tudo está ótimo.
Não sei quem precisa de tratamento,  se ele, eu ou os dois. Estou bem confusa sobre como agir nessa situação. As pessoas falam muito,  dão sua opinião e conselhos, mas falar é muito simples quando não se vive a questão.
Ando bem nervosa e preocupada sobre como resolver essas questões de comportamento. Achei que castigo funcionaria, mas de nada tem adiantado. Conversar? Só serviu pra gastar o meu português... gritar? O único efeito é me deixar sem voz. Bater? Evito bastante, mas uma chinelada também não resolve. Só faz com que eu ouça uns 40min de berros e choro.
Tudo que eu queria era poder voltar a fita da vida pra reescrever o futuro, ou pelo menos, pra descobrir onde exatamente aconteceu o erro,  e tentar entender e mudar o que for possível.
Alguém aí sabe por onde anda a lâmpada mágica do gênio? Estou precisando fazer um desejo.