Powered By Blogger

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Medo

Tudo que eu quero é conseguir criar meu filho direito, ser uma boa mãe, dar educação, formar o caráter dele, fazê-lo ser um homem de bem. Às vezes, eu tenho tanto medo de não conseguir, de fracassar... Não sei se sou mesmo tão forte quanto imagino, e certas coisas acontecem que me fazem pensar se estou mesmo no caminho certo.
Fico me questionando se vou dar conta do recado. Tem dias em que me sinto tão frágil que uma brisa seria capaz de me derrubar. Eu não sei de onde to tirando forças pra não ter desabado ainda, depois de tanta pancada que to levando.
Não sei se é castigo, se estou pagando por ter feito muito mal a alguém. Não consigo me lembrar de ter sido tão fdp um dia, pra passar por tudo que vivi até aqui. Na boa!
Eu não vou desistir, não quero. Contudo, não sei se tenho força pra seguir.
Minhas escolhas erradas estão afetando diretamente a quem eu deveria educar, e a atmosfera ao seu redor, aos poucos está modificando tudo que eu já tentei ensinar. Como se eu desse um passo pra frente, e em seguida, dois pra trás. Que porra de maldição é essa? Que inferno!
Estou revoltada por ter sido tão burra! Por ter me deixado cegar durante tanto tempo, e não perceber que estava afetando diretamente o meu amor maior. Tanta burrice, tanta merda que eu fiz em função de nada, em vão, e não me atentei pro principal. Eu, que sempre critiquei minha mãe por ter esquecido da minha irmã e de mim, por conta de um amor bandido, caí na mesma cilada, e não pensei no meu pedacinho.
Eu seria capaz de recorrer à qualquer coisa pra tirar todo esse mal de nossas vidas de uma vez. Queria poder ir pra bem longe, sumir e recomeçar longe de toda a podridão que existe por trás de cada palavra dita.
Agora, eu estou me sentindo perdida, sem saber o que fazer ou o que pensar. E é inevitável concluir que a culpa é minha, a responsabilidade é minha. E se não der tempo de mudar? E se já não puder fazer mais nada? Eu não quero errar, não quero dar razão à quem me critica e me julga.

Quer saber mesmo? Não estou bem. Nem psicologicamente, nem fisicamente. Queria poder me isolar, tirar férias do mundo. Não descobri o que é, mas sei que ta faltando alguma coisa.

sábado, 18 de janeiro de 2014

18/01/2014

Hoje, fim da noite do meu aniversário. Dia contente, com direito à muitas ridadas. Dia com muitas demonstrações de carinho. Dia feliz, ao lado do meu filho e de pessoas que me querem bem.
Tenho que agradecer por ter pessoas especiais na minha vida, gente que me quer bem e me faz bem.
Surpresa com algumas coisas, coisas boas... Gente que aparece na sua vida com o propósito de ser agradável e traz um certo conforto. Tipo uma esperança de que nem tudo é igual, e que existem pessoas que podem fazer diferença. Vi que meu pensamento muda de acordo com o tempo, e que vai continuar mudando até o fim da minha vida.
Estou feliz por conhecer gente diferente do tipinho costumeiro que se aproxima de mim. Muito legal, mesmo!
Graças à minha ex-cunhada, conheci pessoas boas, gente interessante, que me dão o prazer de conversar sobre variados assuntos, sem ser cansativo, entediante... To contente de verdade, em paz.
Que semana boa! =o)

domingo, 12 de janeiro de 2014

Envelhecendo e amadurecendo

Ontem vivi um dia super atipico. Me arrumei, me senti bonita e fui me divertir.
Fui viver, aproveitar bons momentos, sorrir pra vida.
Dancei, suei muito (rsrs), vi pessoas que ja nao via há algum tempo, conheci pessoas novas e me permiti conhecer um pouco de alguém que existia, mas até então, era indiferente pra mim.
Percebi que estou mesmo amadurecendo, embora, me comporte como criança em algumas situações. Enxerguei por um outro ponto de vista, diferente do que estava acostumada a olhar. Me senti bem, muito bem. Encontrei alguém que sabe exatamente o que passo, pois vive um cotidiano bem semelhante.
Me surpreendi de verdade. Pela sua receptividade e também pelo meu interesse.
Não sei bem se esse novo 'laço' vai se transformar numa amizade de verdade. Porém, tenho que admitir que um grande passo foi dado depois de anos de ressentimento, raiva, ciúme e amargura. Isso me fez bem de verdade. Me senti mais leve, com a alma mais tranquila.
Somos mães, mulheres, guerreiras, que queremos viver nossas vidas e fazer nossos filhos felizes.
De certo modo, sinto orgulho de mim. Estou me vendo um pouco mais humana, entendendo melhor o outro lado, e redistribuindo na minha cabeça a quantidade de razão e culpa de cada envolvido nessa história.
Acredito que disso tudo, o bem maior aconteça para nossos pequenos, que agora, terão a oportunidade de estarem mais próximos sem depender da boa vontade do pai. Vai ser bom pra ambos estreitar os laços de sangue, e nós mães, intuitivamente estaremos lhes transmitindo valores como civilidade, respeito e boa educação.
Não dá pra passar a vida toda nutrindo sentimentos ruins pelas pessoas devido a momentos que nunca poderão ser mudados!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Desculpa! Não sei ser fake.

Fico olhando as publicaçoes no facebook e vejo que algumas pessoas forçam a barra, numa necessidade constante de mostrar que são muito felizes, e que suas vidas são um verdadeiro mar de rosas.
Ah! Não tenho paciência. Quer dizer que ninguém tem problemas? Ninguém acorda mau-humorado, ninguém tem problemas com o banco, no trabalho ou em casa? Quanta mentira!
Entendo até que tem gente que não gosta de contar derrota e faz questão de só divulgar as alegrias, mas eu não consigo. Me soa falso. Não consigo ficar nessa de que tudo é perfeito.
Tenho problemas, tenho dificuldades, medos, inseguranças e tristezas. Se estou feliz, triste ou irritada, as pessoas saberão facilmente. Minhas palavras são transparentes quando traduzem meus sentimentos. Não dá pra ficar representando pros outros aquilo que não vivo só pra fazer bonito, né?! Só acho. Respeito mas, não concordo.

Blogger, agora no Galaxy. =o)

Acho que vou escrever aqui com um pouco mais de frequencia. Baixei o App pra celular, e agora, falta de tempo e preguica de ligar o notebook nao vao ser desculpas pra deixar de escrever. Vamos ver se vai mesmo funcionar...rs

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Caso Perdido

Eu não sei bem se chorar adianta, não muda nada, mas confesso que alivia momentaneamente. Às vezes não sei se tenho mais forças, mesmo que sinta uma avassaladora vontade de insistir. Queria muito mesmo conseguir explicar o que é isso me consome, me atordoa, me invade e me carrega pra longe da razão.
Quando lembro de bons momentos, é como se fosse levada ao passado, e revivesse com a mesma intensidade tudo aquilo. Me sinto feliz, feliz como não me lembro de ter sido antes, e como acho que nunca mais serei. E ao mesmo tempo, quando lembro dos problemas, sinto uma tristeza sem fim, e ainda sim, os bons momentos se sobressaem.
Dá vontade de voltar no tempo, apagar os erros e só ficar com tudo que é bom.
Eu sinto uma dor que não dá pra explicar, vem de dentro pra fora, do fundo... me falta o ar, eu choro e tenho vontade de sumir.
Não entendo o motivo, a razão disso tudo, o que foi que aconteceu para que tudo chegasse ao ponto que chegou. Onde foi que errei, onde estou errando e onde vou errar. É uma tristeza... e eu sinto tanta falta! Queria poder cuidar, tocar, me dedicar, amar intensamente sem medo de absolutamente nada. Se eu pudesse fazer um pedido pro gênio da lâmpada, viveria eternamente meu passado recente.
Eu sou burra? É, devo ser sim. Estúpida. Fraca, perto de um sentimento devastador. É sim, muito mais forte que eu. Inexplicável, indiscutível, incontestável! Estar longe, só parece me aproximar, pois é quase uma necessidade. Como se fosse o ar, algo que não posso viver sem. Olhar e ouvir a voz, dispara meu coração como se ele fosse sair pela boca, meu corpo treme, minha voz falha, e meus olhos ficam marejados. Não é fácil lidar com isso!
Tá! Ninguém entende isso. Tudo bem... eu que sinto, também não entendo! Talvez se entendesse, conseguiria lidar melhor com isso, saberia o que fazer, como agir, quem sabe até, como acabar com isso.
Tentar? Várias vezes. Desesperadas vezes. Me metendo em ciladas, tentativas de relacionamentos sem sentido algum, que na maioria das vezes só me causaram arrependimento. Poucas lembranças boas, poucos momentos que podem ser guardados na memória.
Geralmente eu vivo bem, sem transparecer. Contudo, tem dias que a ‘bad’ vem com força, e não sinto vontade de outra coisa a não ser chorar, pra tentar amenizar a dor que me corrói por dentro. Então, eu prometo pra mim mesma, me afastar, ficar longe. E num curto espaço de tempo, quebro a promessa sem ao menos pensar duas vezes. Penso em muitas coisas, muitas coisas ruins, imagino coisas tristes e sofro com meus pensamentos, pelo que minha imaginação produz. Enlouqueço. Me descabelo. Grito. Choro. Sinto vontade de quebrar o que vejo pela frente. Desmonto. Questiono. Choro.
Até quando? Não sei. Achei que fosse breve. Nunca havia passado por isso, não mais que 1 ano de solidão. Me refiz. Levantei e fui viver novamente. Tudo com mais intensidade, com mais vontade e sem medo. Achei que fosse ser assim novamente. Errei. Não foi tão fácil assim, não é tão fácil, não agora, que é verdadeiro. E aí? Matar? Não posso! Morrer? Não devo! Mudar? Mudei, e às vezes acho que pra pior, dependendo do ângulo que se olha. Amadureci, é verdade. Porém, amarguei. Não me vejo mais como aquela menina doce, leve e ingênua que fui um dia. Estou seca, fria, descontente. E só me desarmo, no momento em que sinto aquele abraço apertado, que me amparava, e me protegia quando me sentia menina.
O que vai ser do futuro, não tenho idéia. Só tenho certeza de que não pensaria duas vezes em me jogar mais uma vez, e reviver mesmo que brevemente, momentos tão maravilhosos como os das minhas lembranças. Ter mais uma chance de realizar um de meus sonhos, tornar real tudo que imagino, e viver o que desejo.

Sem juízo, sem vergonha, sem jeito. Caso perdido.