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quarta-feira, 17 de junho de 2015

O 'start' de uma nova vida

Na última quinta-feira, uma das coisas que mais senti vontade na minha vida, aconteceu. O maior desejo dos últimos tempos,  enfim se concretizou.
Me internei no São Lucas. Dei entrada no hospital às 5:55h da manhã.
Medo? Não! Completamente consciente de cada passo, de cada palavra, de cada assinatura até o momento em que, já no centro cirúrgico, fui anestesiada.
Acordei horas depois já no CTI, toda coberta com lençóis e edredons, em uma maca reclinável, num quarto particular, cheia de acessos no braço,  recebendo soro, glicose e medicamentos.
Pareceu um sonho por várias vezes. E de um modo confuso, por alguns segundos, parecia um sonho ruim. Cheguei a pensar se era aquilo mesmo que eu queria. Se deveria mesmo ter me submetido à intervenção cirúrgica. Acho que nesses breves momentos foi que o medo se manifestou.
Eu senti dor. Estou sentindo até agora, mas já era esperado, além de ser absolutamente normal. Pra completar, fiquei resfriada e mestruada. Aí já viu, né?! É dor que não acaba mais!rs
Se tomar essa água do cozimento dos legumes está sendo bom? Não! Não é gostoso, não é algo que desperte vontade de 'comer'. Estou no meu 6º dia pós-cirurgia e, hoje, estou tomando esse caldinho com menos intensidade do que no 1º dia de alta. Confesso que o mesmo sabor 4 vezes à cada hora durante dias não é contagiante.
Amanhã minha dieta muda, já entram caldos de feijão e lentilha. E estou ansiosa pra agregar novos sabores. Felizmente, uma semana passa rapidinho e muito em breve vou entrar na fase cremosa,  e logo na pastosa.
Diante de cada adversidade, principalmente, desse dreno na minha barriga, que incomoda e dói bastante, o que me estimula mesmo são os números decrescentes na balança. Domingo, estava com 121,600. - A última vez em que havia me pesado há mais de um mês antes da cirurgia,  estava com 122,800. - Acredito que, antes de operar, estava ainda mais pesada. Pois, por ansiedade e gula, comi bastante besteiras. - Ontem, terça-feira, pela manhã o ponteiro já marcava 119,600, e hoje cedo, já desceu para 118,400. São 4kg em 4 dias,  aproximadamente.
Parece milagre, se não fosse tão sofrido e dolorido. Não é mágica, não é fácil, não é simples como imaginam. Mas, me sentir mais leve ao levantar da cama à cada manhã, está sendo ótimo e sei que depois que essas dores passarem, minha vida vai ser outra!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Nada fácil

Eu sei. Sempre soube que não seria fácil,  mas não fazia ideia de que seria difícil assim. Tá complicado,  tá pesado pro meu lado.
Não 'casei' (leia-se morar junto) e engravidei, com a intenção de me separar e criar meu filho sozinha. Meus planos eram outros! Quando a barriga começou a crescer e a ficha caiu de que eu teria um bebê, idealizei minha família. Imaginei sim, que seria muito feliz e que meu filho cresceria numa família bem estruturada.
Nem tudo é como a gente imagina. Feliz ou infelizmente... São quase 6 anos sozinha. Não vou dizer que não tive auxílio algum por parte do pai, mas foi muito aquém do que eu gostaria. Tudo nas minhas costas,  tudo na minha responsabilidade, todas decisões exclusivamente minhas e todos os riscos também são meus.
Medo. É. Medo, muito medo. Vai me consumindo e me angustiando todos os dias. Minha saúde está sendo prejudicada lentamente sem eu nem me dar conta. É chato pedir ajuda, ter que reconhecer minhas fraquezas, mas é necessário. Não quero ter que eternamente  carregar sozinha a culpa por um possível fracasso de um filho. Ou melhor dizendo, a culpa pelo fracasso dos pais em educar uma criança.
Tento oferecer o meu melhor sempre, dou carinho,  atenção,  e busco não deixar faltar nada. Me esforço pra ele poder estudar na melhor escola que posso pagar,  na intenção de oferecer uma educação de qualidade. Faço as vontades dele sempre que posso e em troca, só recebo problemas.
Sinceramente,  já não sei o que fazer. São 3 semanas de aula e 3 semanas de bilhetinhos com reclamações da professora. Meu Deus! Ele só tem 6 anos. Como será quando chegar as 15, se continuar desse jeito? Estou entrando em pânico!
Pode parecer absurdo e revoltante uma mãe falar isso,  mas desse jeito, eu vejo um futuro muito ruim. Com muito mais problemas, dificuldade de convivência, transtornos comportamentais e desvios de conduta.
Óbvio que não desejo isso. To batalhando para que esteja enganada. Mas, não vou tapar o sol com uma peneira e fingir que tudo está ótimo.
Não sei quem precisa de tratamento,  se ele, eu ou os dois. Estou bem confusa sobre como agir nessa situação. As pessoas falam muito,  dão sua opinião e conselhos, mas falar é muito simples quando não se vive a questão.
Ando bem nervosa e preocupada sobre como resolver essas questões de comportamento. Achei que castigo funcionaria, mas de nada tem adiantado. Conversar? Só serviu pra gastar o meu português... gritar? O único efeito é me deixar sem voz. Bater? Evito bastante, mas uma chinelada também não resolve. Só faz com que eu ouça uns 40min de berros e choro.
Tudo que eu queria era poder voltar a fita da vida pra reescrever o futuro, ou pelo menos, pra descobrir onde exatamente aconteceu o erro,  e tentar entender e mudar o que for possível.
Alguém aí sabe por onde anda a lâmpada mágica do gênio? Estou precisando fazer um desejo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Ontem, tempestade. Hoje, leve chuvisco.

Sabe quando você sente um vazio por dentro? Sabe quando você sabe que vai passar por isso, e mesmo assim, não joga a toalha? E sabe quando o vazio toma conta, e você então,  percebe que ele já não faz o estrago que fez um dia? Não dá pra dizer que não incomoda, que não dá uma angústia... mas, o desespero já não chega com o furor arrebatador de antes. Na verdade, já não existe desespero. É tipo um remorso, como se fosse a consciência dizendo: "eu avisei".
Até deu vontade de chorar, mas as lágrimas não transbordaram os olhos. Tenho mais com o que me preocupar,  né?!
Tudo é transitório. O mundo dá voltas grandes. O que estou vivendo hoje é pra que no futuro esteja mais forte e preparada.
Às vezes sinto vontade de desabar, mas se cheguei até aqui, melhor segurar a peteca e ir até o fim. Vamos que vamos... o sucesso é certo!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Tristeza atrasada

Geralmente eu fico assim perto do fim do ano,  mas o baixo astral veio tardio.
Ontem eu já chorei bastante e preferi não pensar mais nisso pra não me machucar mais. Meu filho disse que não queria ficar comigo no meu aniversário pra ficar com o pai e o irmão. Queria tanto que ele tivesse noção do esforço que faço por ele... queria ter a gratidão do meu filho, que ele enxergasse tudo que faço por ele. Talvez ele seja muito pequeno pra isso, ou talvez as previsões se realizem, no futuro ele me dará as costas pra ficar com o pai. Ah! Que injustiça!
To magoada, sim! To com o coração pequeno, com um aperto no peito. To me sentindo tão sozinha...
Hoje é um dia daqueles que não sinto vontade de outra coisa, a não ser chorar. To me sentindo só, excluída, abandonada.
Pensei em acabar com a garrafa de vodka que está na geladeira... mas, ficar bêbada não vai mudar nada. Vou estar bêbada e sozinha do mesmo jeito. Só vai servir pra dormir mais rápido.
Não imaginei que ia estar com essa vibe ruim logo agora. To confiante de que tudo isso vai mudar em breve. Vou me sentir bonita,  me aproximar de velhos amigos,  vou casar e nunca mais vou me sentir só. E foi esse pensamento que me fez parar de chorar no chuveiro. Segurei a onda por alguns minutos, mas o silêncio é cruel. Ver a casa vazia e só ouvir o som do vento é tão ruim.
Espero que meu filho volte pra passar a noite comigo. Esses dias todos sozinha não estão fazendo bem pro meu psicológico. Não vejo a hora das férias escolares acabarem e meu filho passar mais tempo comigo. Eu achava que ele precisava de mim, mas me dei conta de que eu preciso dele muito mais.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Tão perto e tão longe...

Recomecei a batalha.
Esperei por horas, estava cansada, com fome e com vontade de ir embora. Mas, sabia que se desistisse alí tão perto, só adiaria meus planos por mais algumas semanas. Então, eu fiquei.
Estava tão ansiosa, com certo medo de enfrentar a balança mais uma vez. E me surpreendi. Eu não engordei! Kkkk - Talvez estivesse até mais magra, mas com as festas de fim de ano e todas aquelas comidas e bebidas, achei que teria engordado uns 2/3 quilos. Fiquei contente de ver que estava pesando 400g a menos do que na última consulta,  há quase um ano atrás.
Exames todos prescritos já em mãos e uma vontade enorme de concretizar meu desejo.
Saí do consultório e ao chamar o elevador a "ficha caiu". Comecei a chorar,  não dava pra controlar... Está tão perto e ao mesmo tempo tão longe... Deu um frio na barriga, um nervoso, a ansiedade aumentou e eu só conseguia pensar que minha vida ia mudar e esse dia estava finalmente chegando.
Estou feliz, nervosa, torcendo pra que dê tudo certo e que todos os pensamentos negativos de pessoas negativas não me afetem.
De uma coisa eu sei, nunca quis tanto uma coisa pra mim e nunca coloquei tanta esperança de transformação da minha vida em algo.
Eu vou querer,  vou acreditar e vou conseguir!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Resumo de um ano bom

Faz tempo que estou querendo escrever,  mas confesso que fico com preguiça no fim das contas. Achei que meu notebook não faria mais falta e me enganei. Parece que preciso muito mais dele agora que pifou de vez.
Enfim... tinha até pensando em deixar de comentar meu ano de 2014 depois, pra falar das coisas que estou vivendo agora, mas preferi seguir a ordem cronológica dos acontecimentos pra não me perder.
O que tenho à dizer sobre 2014: foi um ano bom, muito bom, principalmente na área profissional. Sinceramente não sei o que seria de mim, hoje, fora do Leão, Martire & Rego. O que são esses três? Vou agradecer pro resto da vida o dia em que recebi o convite para me juntar à "mafia"(termo usado no escritório onde trabalhávamos anteriormente,  para denominar o grupo que realmente trabalhava e dava lucro). Os meninos - modo como os chamo - são fora de série, são bons patrões, que incentivam a gente à render, que na maioria das vezes entendem nossos problemas particulares e que sempre estiveram dispostos a me ajudar todas as vezes em que precisei. Foi um ano corrido, um ano longo, mas um ano em que senti que rendi mais,  que me dediquei mais e me esforcei mais. Passei por dificuldades e não desisti, embora tenha sentido vontade algumas vezes. E no fim do ano, a recompensa. Não só a recompensa financeira, que me agradou muito e possibilitou que fizesse melhorias em casa de diversas formas, mas eu queria o reconhecimento, e consegui. Ouvi da boca do meu patrão mais exigente, que meu trabalho melhorou muito esse ano. Não vou ser hipócrita de dizer que não liguei pra gratificação que recebi, mas ouvir esse elogio foi ótimo pra minha alma, me fez muito bem saber que estava progredindo como profissional, evoluindo... Yes!rs
No que diz respeito à vida sentimental, é... não foi um ano muito bom. Ou melhor,  não foi nada bom! Eu e Ele chegamos às vias de fato novamente, e lá se foi mais uma ida à delegacia e um novo B.O. Medo e insegurança foram minha companhia por algum tempo, além da tristeza. Tristeza essa, que ainda me acompanharia por mais boa parte do ano por outros dois motivos. Mr.A. me decepcionou demais ao deixar claro que eu perderia a graça se conseguisse realizar o meu sonho atual. Fez questão de se mostrar o pegador, como se não desse mais a mínima importância pra mim, ali dentro do carro, ao lado dele. Fiquei chocada, sem realmente entender o motivo de estar naquele momento, ouvindo aquelas coisas de uma pessoa que, até então, era especial e me fazia viajar pra outro mundo em sua companhia. Decidi aí, que não queria mais. Quase voltei atrás, confesso que, ainda hoje, sinto vontade de pegar o telefone e ligar pra ouvir a sua voz, mas estou segurando a onda firme, sem deixar a carência falar mais alto. Nem tudo é pra sempre... Tem pessoas que entram e saem das nossas vidas no momento exato, pessoas que não vieram pra ficar. Pessoas que cruzam nosso caminho apenas para nos ensinar algo, de alguma maneira, mesmo que torta. Com o Mr.A. foi assim. Chegou, me fez bem, me fez perceber que ainda era bonita, que ainda era desejável e que não tinha virado o bloco de gelo que imaginava. Percebi que se eu me permitir, posso gostar de alguém novamente sim. E se essa pessoa me passar a segurança que preciso, as coisas vão se tornar bem mais fáceis.
Já no campo pessoal, não tive boas notícias com relação ao meu desejo de operar. Fiz todos os exames, passei meses entrando e saindo de consultórios e no fim, o plano não autorizou. Chorei, solucei, me revoltei, quis mudar de operadora, vi o fundo do poço um pouco mais do alto e decidi esperar. Não foi fácil. Aceitei que era assim que deveria ser e decidi esperar. Fui gorda a vida inteira, não ia morrer se tivesse que aguardar mais um ano. Não é?
Bem... Entre esses principais acontecimentos, tive as minhas crises normais com o espelho e meu reflexo, tive alguns pequenos desentendimentos com minha mãe que me fizeram pensar em sair de casa... e já no finzinho do ano, em novembro, quase incendiei a cozinha depois que uma panela com óleo pegou fogo. É, dessa vez fiquei com medo de não conseguir resolver sozinha e acontecer uma tragédia. Meu filho gritava: "Nós vamos morrer.  Minha avó vai encontrar só os nossos esqueletos,  quando chegar". (Kkkk) Agora, eu acho graça,  mas, na hora, eu me tremia toda de tanto nervoso. Tive medo do pequeno se queimar,  medo de nos entoxicarmos com aquela fumaça preta, medo de incendiar a casa... alí eu vi o meu lado mãe, protegendo meu filho, afastando-o do perigo. Me orgulhei de mim! Depois disso nós ficamos mais próximos, mais apegados e preocupados um com o outro.
É isso. Meu 2014 foi um bom ano no geral. Apesar dos problemas e dificuldades, foi um ano em que aprendi algumas lições, amadureci e me tornei mais persistente,  sem desistir na primeira dificuldade.
Espero que esse novo ano que se inicia seja tão produtivo quanto o que passou. Que eu continue me superando, me fortalecendo e amadurecendo.
E o meu desejo de ano novo? Só quero que meus planos dêem certo!