Powered By Blogger

domingo, 14 de dezembro de 2014

Fraqueza

Acho que nunca vou aprender a virar a página,  a enterrar o passado como um tesouro maldito. Mais uma vez errei. E estou decepcionada comigo mesma.
Como sou capaz de ser tão idiota de me deixar levar por gotas, quando na verdade tenho o oceano à minha frente?
Me acostumei com migalhas,  quando poderia me fartar de um luxuoso banquete. Eu não consigo entender o motivo!
Não deveria sentir raiva de mim,  mas sinto ódio por ser fraca desse jeito. Por não conseguir ser firme o suficiente pra me manter longe de confusão.
Quando fico no meu juízo perfeito, vejo que sou uma alucinada,  doente. O que estou sentindo nesse momento? Pena. Pena de mim. Pena do que me tornei. Pena da mulher fraca que sou. Do ser desprovido de inteligência que não consegue administrar o seu lado emocional e que desmorona diante das dificuldades.
Tô com vontade de morrer. Sentindo um vazio no peito, uma sensação de como tivesse caído num poço fundo e ninguém pudesse me resgatar.
A impressão de fracasso é péssima! O que queria agora era um colo. Um canto pra me jogar, chorar até não ter mais forças, um cafuné e uma voz doce pra dizer: "fica calma,  estou aqui".
To cansada de bancar a forte todo o tempo,  de ter que me mostrar inabalável diante de qualquer situação. Eu só queria alguém pra me proteger... Será que algum dia isso vai deixar de ser pedir demais?

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Frente Fria

Se sentir sozinha é pior coisa que tem! Às vezes a sensação de abandono é desesperadora. Uma tristeza sem fim, uma agonia, uma nuvem negra fechando o tempo à sua volta.
Eu tento segurar a onda, procuro ser forte, mas eu não aguento por muito tempo. Eu tento transparecer que está tudo bem, mas não está! Eu me sinto triste, abatida, cansada. Tem dias como hoje, que tudo me desagrada, parece que o mundo me incomoda de alguma maneira e a única coisa que sinto é vontade de chorar.
Me sinto esquecida, sem importância, deixada de lado.
Infeliz. Essa é a definição.
Fraca. Única disposição é de jogar tudo pro alto, desistir.
Eu sei que não posso, meu filho depende de mim, e é só por ele que tiro força de onde não tem. Agora mesmo, me viu chorando e veio secar minhas lágrimas dizendo que era para eu parar de chorar pois,  sou linda. Não sei o que seria de mim sem ele!
Poderia pegar o telefone e ligar pra minha irmã ou pro meu pai e desabafar, mas cada um já tem os seus próprios problemas para dar atenção aos meus xiliques.
Quando olho para os lados e reparo na vida daqueles que me cercam, percebo que é como se eu fosse a única que deu errado. A única que não conseguiu sair da casa da mãe,  a única que não conseguiu arranjar um marido decente, que não consegue dar uma boa educação ao seu filho, que não se sente feliz. Eu me sinto fracassada! Como se eu não tivesse conseguido conquistar absolutamente nada nesses 28 anos.
Sabe quando você sente que não faz diferença?
Quase todos os dias me pergunto se preciso mesmo levantar da cama. Nos finais de semana, então, passo 90% do tempo enfurnada no meu quarto, assistindo tv como uma velha de 90 anos.
Se não sinto vontade de sair? Claro! Não sinto ânimo pra ir pra rua. Quando chego na parte de abrir o armário e me arrumar,  desisto.
É difícil explicar, mas pra conseguir traduzir de uma maneira figurativa, é uma sombra fria afastando a energia quente e vital do Sol.
Estou perdida,  não sei mais o que fazer,  pra onde ir e o que de verdade estou buscando...
Será que vou acordar desse pesadelo e retomar as rédeas da minha vida como se nada tivesse acontecido, despertando num lindo dia iluminado?

sábado, 23 de agosto de 2014

Cansada

Já posso sumir do mundo? To de saco cheio disso tudo aqui. Enjoada dessa vida.
A única coisa de que sinto vontade é  chorar. Faço planos de sair pra passear, me divertir,  fazer algo diferente,  mas não consigo sair da cama.
Hoje, queria ter saído, aproveitado o dia lindo. O que fiz? Dormi até as 14h. Acordei às 10 da manhã com um cansaço mental e físico, sem vontade de fazer nada, me sentindo cansada, como se uma carreta tivesse passado sobre mim.
Nada me atrai, nada me anima,  acho tudo um tédio. To me sentindo estressada e parece que tudo me irrita. Eu ando sem paciência,  e as manhas do meu filho só me deixam a beira de um ataque de nervos. Reclamações constantes do mau comportamento dele na escola, falta de interesse e atenção nos deveres somados à malcriações me irritam. Choros e gritos intermináveis depois de uma semana inteira de trabalho é de enlouquecer!
Ai, ainda sou obrigada a escutar "você não tem paciência", "pq não senta pra fazer o dever com o garoto?", "se ele não sabe,  você tem que ajudar". Como se antes dela chegar, eu não tivesse, por horas, tentado fazer o que sugerem seus conselhos.
To de saco cheio! Eu não tenho tempo pra mim nunca. To um farrapo, me sentindo acabada, enxergando um zumbi toda vez que vejo meu reflexo no espelho.
O dia passou, e eu só saí da cama pra tomar um banho, na tentativa de me animar a fazer ao menos o cabelo. Hidratei os fios, e aqui permaneci até agora, com a toalha enrolada na cabeça, jogada na cama no escuro.
Chorar não vai resolver, acredito eu. Mas, é a única coisa que tenho vontade de fazer agora. Durante a semana desejo que o fim de semana chegue para que eu possa relaxar. Só que hoje, to contando as horas pra chegar segunda e me distrair com meu trabalho.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Sem sal

"Ando meio desligado eu nem sinto meus pés no chão"
Bem por aí... vivendo sem conseguir identificar o motivo das coisas. Às vezes acho minha vida tão sem graça. Tenho sentido isso com certa frequência ultimamente. Rotina simples e tediosa. Trabalho-casa-trabalho. Como se tivesse ligada no automático todo o tempo.
Por onde deixei minha alegria, minha animação? Sinto vontade de sair, passear, ver gente, conhecer lugares novos. E ao mesmo tempo, fico querendo o aconchego da minha cama. Como se tivesse uma vontade emocional e uma vontade física.
Tenho sentido falta de ter alguém pra conversar,  pra dar risada comigo, que me acompanhe no chopp da sexta-feira pra deixar o trabalho no passado. Algo adulto. Enjoada de assistir "hora de aventura" e "o incrível mundo de gumball".
Amo ficar jogada no sofá com meu filhote assistindo desenhos, mas às vezes vejo que minha vida está passando e não to aproveitando nem 10% do que deveria.
Tenho medo de envelhecer e "acordar pra vida" tarde demais,  e me comportar como uma adolescente tardia quase na idade de ser avó.
Fico angustiada com medo de passar a vida inteira assim, só vivendo para trabalhar, quando gostaria de trabalhar para viver. Não que não goste do meu trabalho,  pelo contrário,  gosto muito e quando penso, acredito que não poderia estar em lugar melhor. Não basta ganhar bem, tenho que me sentir segura, reconhecida e estar à vontade. Sou muito grata aos meus patrões pela força que me dão sempre que preciso.
Meu receio é de que mais a frente eu me sinta triste por não ter usufruído da minha juventude como gostaria. E se meu filho também se frustar?
E se meu desânimo contaminar meu pequeno?
Observo as pessoas à minha volta, e quase sempre tenho a sensação de que só eu levo uma vida 'sem sal'. Tantas pessoas com tantas novidades em cada fim de semana, que quando faço uma retrospectiva mental do que fiz, não gasto 30 segundos para relembrar tudo. Rs
Daí surgem as indagações, quando me tornei assim, um tanto triste,  desinteressante? Por qual motivo fiquei assim, chata e monótona?
Queria muito mesmo descobrir onde esqueci minha alegria, minha empolgação, o ânimo de fazer as coisas... espero que ano que vem tudo isso se resolva. E que com as mudanças previstas, essas sensações negativas desapareçam de uma vez por todas e consiga assim, me sentir bem de verdade, satisfeita e feliz.

domingo, 22 de junho de 2014

Acontece, faz parte

Como faz tempo que não paro pra escrever aqui com maior dedicação,  preciso falar a respeito do último post extenso que publiquei em abril.
Foi mais uma ilusão! No dia em que fui ao cirurgião, dia 26/05, encontrei o 'Mr.A'. Ele foi me buscar no metrô e me trouxe em casa. Foram alguns minutos que me deram um banho de água gelada. Uma conversa nada agradável me fez querer desistir de qualquer tentativa.
Não vou entrar em detalhes minuciosos, mas ele foi claro e objetivo quando disse que eu deveria avisá-lo o dia da minha cirurgia, pois me veria alguns dias antes e depois nunca mais. Achei que fosse brincadeira, mas ouvi como resposta que ele gosta de casulo, e não de borboleta. Então,  foi enumerando as mulheres que conhece que já operaram, e várias delas já tiveram algum tipo de relacionamento com ele. O assunto foi mudando e logo ele estava falando da ex-mulher. Reclamando das várias mensagens que ela havia enviado, e do óbvio descontentamento dele com o fato da ex estar saindo e se divertindo após o término. E como criança,  dizendo que não se importava, mas se vingaria indo ao Paris Café e divulgando fotos com as 'profissionais'.
Qual é? Não precisa ter mais que 1 neurônio pra entender que era ciúme! Atitude infantil, boba... Não esperava uma declaração de amor pra mim, mas esperava a honestidade que sempre usou comigo. O que eu sentia, só eu sabia, e quem lê esse blog. Nunca fui idiota de ficar 'pagando paixão' pra ninguém. Ai o bonito manda que só sou interessante gorda, que se mudar pra melhorar a minha vida,  não serei a mesma coisa, e que não sente mais nada pela ex, mas quer se vingar, fazendo com que ela saiba que ele está soltinho na pista, mesmo sustentando que de maneira alguma é ciúme. Pelamor!
Eu aproveitei enquanto foi útil, valeu a experiência, valeram os bons momentos. But... Já deu o que tinha que dar!
Coloquei os meus belos pézinhos no chão e me fiz enxergar que tem coisas que parecem cristal, não passando de vidro polido. Até pra ser diversão, tem que valer a pena.
Se já não vai me levar a lugar algum, não é justo que me faça andar pra trás ainda por cima. Como diz o ditado: "muito ajuda quem não atrapalha"!
Não é o meu peso que define a pessoa que sou, a minha personalidade e o meu modo de pensar. Sempre sofri preconceito por estar acima do peso, agora, foi a única vez que fui julgada por querer ser magra e ter uma vida melhor. Se a pessoa não consegue ver e me incentivar a melhorar, creio que não preciso tê-la por perto. Já tenho pessoas negativas e derrotistas de sobra ao meu redor!
Por mais que eu fuja, não tem jeito. Decepções acontecem todo o tempo várias vezes na vida.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sem saída

Como saber se a lágrima que cai é de dor, de alegria, de medo, de tristeza ou de felicidade, quando parece que se sente tudo isso ao mesmo tempo?
Vontade de chorar, os pensamentos soltos sem conseguir me concentrar, olhar meio perdido e quando me dei conta, elas estavam a rolar pelo meu rosto.
Senti falta de colo, carinho, cafuné... necessidade de sentir a segurança de um abraço apertado. Um medo... medo do futuro, medo do desconhecido, medo de acreditar,  e principalmente, de recomeçar.
Acho que me perdi no labirinto.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Copo de Coca-Cola

Às vezes fico pensando e sinto uma coisa estranha. Uma falta, um buraco... Bate uma saudade, sinto a força da ausência me perturbar. Metaforicamente falando, um copo de coca-cola quase cheio. Da pra beber, mas com uma pedra de gelo que transborda o líquido, fica bem melhor, com mais graça. Mesmo que pra isso, a superfície ao redor fique melada.
É muito difícil lutar contra si mesmo,  eu não fazia ideia de como!
A única coisa que espero é que o tempo passe, tudo se acalme, inclusive minha cabeça e meu coração,  e que tudo fique bem!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Esperança ;)

Hoje eu ouvi o áudio de um vídeo em que um adulto espancava uma criança que devia ter a idade do meu filho. Eu não consegui ver o vídeo... só de ouvir e imaginar eu chorei. Como pode alguém ser tão cruel? Imaginei que poderia ser com meu filho e, aquilo me deu um desespero sem tamanho. Chorei como se estivesse vendo a cena ao vivo e não pudesse fazer nada.
No caminho pra casa, deixei os pensamentos soltos ao olhar pela janela do ônibus, e me peguei com lágrimas escorrendo pelo rosto. Me bateu uma tristeza sem explicação. Lembrei do meu filho e senti uma vontade enorme de encontrá-lo, abraçá-lo, de não errar na sua educação, de conseguir oferecer o melhor. O bem-estar dele é prioridade, e vou fazer o possível e o impossível pra cumprir a minha missão como mãe, sem falhas.
Daí, a bad vem com força logo que encontra uma porta aberta. Lembrei de outras coisas, de coisas que me incomodam e me afligem e fui consumida por um medo de não conseguir alcançar meu objetivo. Preciso passar por psicólogas e conseguir um laudo pra poder prosseguir mas, se eu citar alguma das coisas que me pertubam, acredito que não vou ter esse documento, assim, tão brevemente.
To me sentindo tão insegura...um medo de fracassar que incomoda muito. É um sonho, precisa ser realidade! Embora, esteja me sentindo melhor ao perceber que estou olhando mais pra mim e tomando as rédeas da minha vida depois de muito tempo me anulando.
Finalmente estou começando a sonhar outra vez, fazer planos pro futuro com expectativas reais de realizá-los e sorrir de felicidade. Indiretamente, estou tendo um auxílio externo de extrema importância, que está me mostrando o quanto sou especial (coisa que havia esquecido ha algum tempo).
Essa esperança de recomeçar tem me feito um bem incalculável e contribuido para que eu não desista, mesmo que tudo conspire contra.
Fiquei "xoxa" (é assim que se escreve? Preguiça de ir no google..rs), meio pra baixo...chorei, chorei... tentei fazer o dever com o filho e contei até 1000 pra não explodir com ele. Respirei, e insisti na calma, voz baixa e prossegui. Aliviei a mente, pensei em tudo que já vivi até aqui e agradeci por ter continuado, por não ter entregue os pontos em nenhuma das vezes que imaginei isso.
Eu tenho um futuro bonito me aguardando, tenho fé que as coisas vão mudar e tudo que eu preciso fazer é não desistir. Em alguns dias, uma notícia pode me deixar com sorriso bobo, e basta aguardar pra ver o que vai ser...
Vai dar tudo certo, o universo já conspira à favor, coisas boas já estão acontecendo e minha vitória é questão de tempo!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Boas Lembranças

Sabe quando você sente uma saudade sem tamanho? Quando fecha os olhos e lembra só de momentos incríveis em que estava sempre com um sorriso largo? Cara! Como pude não me dar conta disso antes, sempre me deixando levar por erros do passado?
Eu não consigo, de jeito nenhum, não pensar, não lembrar e, principalmente, não sentir falta!
Venci o meu orgulho, vi que tinha me afastado sem na verdade querer isso de verdade. Procurei, já esperando o silêncio como resposta, e me vi vibrando ao ouvir sua voz.
Fui tão burra! Estava com aquele carinho todo à minha disposição e fiquei aguardando de outra fonte. Quebrei a cara feio, fui ao fundo do poço, sofri, chorei, me decepcionei pra conseguir enxergar coisas que estavam na minha frente. Como pode?
Hoje, já não sei se as coisas vão ser como antes mas, minha mente se comporta como a de uma adolescente, que fica relembrando de coisas vividas e suspirando com o conforto que os pensamentos trazem.
Hoje, uma semana após escrever a primeira parte dessa postagem, eu vi que o melhor era jogar a toalha, ou melhor,ouvi. Liguei, venci o medo e arrisquei. Constatei o que não queria, senti o que não esperava e os olhos lacrimejaram de tristeza. Um filme passou pela minha mente em alguns poucos minutos. Fiquei sem ação, desliguei e senti como se tivesse caido.
Ta bom. O que fazer? Eu perdi. Fiquei triste? Muito mesmo. A culpa? Minha! Me deixei render por falsas promessas e cheguei no ponto que cheguei. Mas, isso ja é assunto pra abordar com calma, em outro momento.
No fim, talvez tenha sido melhor assim...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Medo

Tudo que eu quero é conseguir criar meu filho direito, ser uma boa mãe, dar educação, formar o caráter dele, fazê-lo ser um homem de bem. Às vezes, eu tenho tanto medo de não conseguir, de fracassar... Não sei se sou mesmo tão forte quanto imagino, e certas coisas acontecem que me fazem pensar se estou mesmo no caminho certo.
Fico me questionando se vou dar conta do recado. Tem dias em que me sinto tão frágil que uma brisa seria capaz de me derrubar. Eu não sei de onde to tirando forças pra não ter desabado ainda, depois de tanta pancada que to levando.
Não sei se é castigo, se estou pagando por ter feito muito mal a alguém. Não consigo me lembrar de ter sido tão fdp um dia, pra passar por tudo que vivi até aqui. Na boa!
Eu não vou desistir, não quero. Contudo, não sei se tenho força pra seguir.
Minhas escolhas erradas estão afetando diretamente a quem eu deveria educar, e a atmosfera ao seu redor, aos poucos está modificando tudo que eu já tentei ensinar. Como se eu desse um passo pra frente, e em seguida, dois pra trás. Que porra de maldição é essa? Que inferno!
Estou revoltada por ter sido tão burra! Por ter me deixado cegar durante tanto tempo, e não perceber que estava afetando diretamente o meu amor maior. Tanta burrice, tanta merda que eu fiz em função de nada, em vão, e não me atentei pro principal. Eu, que sempre critiquei minha mãe por ter esquecido da minha irmã e de mim, por conta de um amor bandido, caí na mesma cilada, e não pensei no meu pedacinho.
Eu seria capaz de recorrer à qualquer coisa pra tirar todo esse mal de nossas vidas de uma vez. Queria poder ir pra bem longe, sumir e recomeçar longe de toda a podridão que existe por trás de cada palavra dita.
Agora, eu estou me sentindo perdida, sem saber o que fazer ou o que pensar. E é inevitável concluir que a culpa é minha, a responsabilidade é minha. E se não der tempo de mudar? E se já não puder fazer mais nada? Eu não quero errar, não quero dar razão à quem me critica e me julga.

Quer saber mesmo? Não estou bem. Nem psicologicamente, nem fisicamente. Queria poder me isolar, tirar férias do mundo. Não descobri o que é, mas sei que ta faltando alguma coisa.

sábado, 18 de janeiro de 2014

18/01/2014

Hoje, fim da noite do meu aniversário. Dia contente, com direito à muitas ridadas. Dia com muitas demonstrações de carinho. Dia feliz, ao lado do meu filho e de pessoas que me querem bem.
Tenho que agradecer por ter pessoas especiais na minha vida, gente que me quer bem e me faz bem.
Surpresa com algumas coisas, coisas boas... Gente que aparece na sua vida com o propósito de ser agradável e traz um certo conforto. Tipo uma esperança de que nem tudo é igual, e que existem pessoas que podem fazer diferença. Vi que meu pensamento muda de acordo com o tempo, e que vai continuar mudando até o fim da minha vida.
Estou feliz por conhecer gente diferente do tipinho costumeiro que se aproxima de mim. Muito legal, mesmo!
Graças à minha ex-cunhada, conheci pessoas boas, gente interessante, que me dão o prazer de conversar sobre variados assuntos, sem ser cansativo, entediante... To contente de verdade, em paz.
Que semana boa! =o)

domingo, 12 de janeiro de 2014

Envelhecendo e amadurecendo

Ontem vivi um dia super atipico. Me arrumei, me senti bonita e fui me divertir.
Fui viver, aproveitar bons momentos, sorrir pra vida.
Dancei, suei muito (rsrs), vi pessoas que ja nao via há algum tempo, conheci pessoas novas e me permiti conhecer um pouco de alguém que existia, mas até então, era indiferente pra mim.
Percebi que estou mesmo amadurecendo, embora, me comporte como criança em algumas situações. Enxerguei por um outro ponto de vista, diferente do que estava acostumada a olhar. Me senti bem, muito bem. Encontrei alguém que sabe exatamente o que passo, pois vive um cotidiano bem semelhante.
Me surpreendi de verdade. Pela sua receptividade e também pelo meu interesse.
Não sei bem se esse novo 'laço' vai se transformar numa amizade de verdade. Porém, tenho que admitir que um grande passo foi dado depois de anos de ressentimento, raiva, ciúme e amargura. Isso me fez bem de verdade. Me senti mais leve, com a alma mais tranquila.
Somos mães, mulheres, guerreiras, que queremos viver nossas vidas e fazer nossos filhos felizes.
De certo modo, sinto orgulho de mim. Estou me vendo um pouco mais humana, entendendo melhor o outro lado, e redistribuindo na minha cabeça a quantidade de razão e culpa de cada envolvido nessa história.
Acredito que disso tudo, o bem maior aconteça para nossos pequenos, que agora, terão a oportunidade de estarem mais próximos sem depender da boa vontade do pai. Vai ser bom pra ambos estreitar os laços de sangue, e nós mães, intuitivamente estaremos lhes transmitindo valores como civilidade, respeito e boa educação.
Não dá pra passar a vida toda nutrindo sentimentos ruins pelas pessoas devido a momentos que nunca poderão ser mudados!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Desculpa! Não sei ser fake.

Fico olhando as publicaçoes no facebook e vejo que algumas pessoas forçam a barra, numa necessidade constante de mostrar que são muito felizes, e que suas vidas são um verdadeiro mar de rosas.
Ah! Não tenho paciência. Quer dizer que ninguém tem problemas? Ninguém acorda mau-humorado, ninguém tem problemas com o banco, no trabalho ou em casa? Quanta mentira!
Entendo até que tem gente que não gosta de contar derrota e faz questão de só divulgar as alegrias, mas eu não consigo. Me soa falso. Não consigo ficar nessa de que tudo é perfeito.
Tenho problemas, tenho dificuldades, medos, inseguranças e tristezas. Se estou feliz, triste ou irritada, as pessoas saberão facilmente. Minhas palavras são transparentes quando traduzem meus sentimentos. Não dá pra ficar representando pros outros aquilo que não vivo só pra fazer bonito, né?! Só acho. Respeito mas, não concordo.

Blogger, agora no Galaxy. =o)

Acho que vou escrever aqui com um pouco mais de frequencia. Baixei o App pra celular, e agora, falta de tempo e preguica de ligar o notebook nao vao ser desculpas pra deixar de escrever. Vamos ver se vai mesmo funcionar...rs

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Caso Perdido

Eu não sei bem se chorar adianta, não muda nada, mas confesso que alivia momentaneamente. Às vezes não sei se tenho mais forças, mesmo que sinta uma avassaladora vontade de insistir. Queria muito mesmo conseguir explicar o que é isso me consome, me atordoa, me invade e me carrega pra longe da razão.
Quando lembro de bons momentos, é como se fosse levada ao passado, e revivesse com a mesma intensidade tudo aquilo. Me sinto feliz, feliz como não me lembro de ter sido antes, e como acho que nunca mais serei. E ao mesmo tempo, quando lembro dos problemas, sinto uma tristeza sem fim, e ainda sim, os bons momentos se sobressaem.
Dá vontade de voltar no tempo, apagar os erros e só ficar com tudo que é bom.
Eu sinto uma dor que não dá pra explicar, vem de dentro pra fora, do fundo... me falta o ar, eu choro e tenho vontade de sumir.
Não entendo o motivo, a razão disso tudo, o que foi que aconteceu para que tudo chegasse ao ponto que chegou. Onde foi que errei, onde estou errando e onde vou errar. É uma tristeza... e eu sinto tanta falta! Queria poder cuidar, tocar, me dedicar, amar intensamente sem medo de absolutamente nada. Se eu pudesse fazer um pedido pro gênio da lâmpada, viveria eternamente meu passado recente.
Eu sou burra? É, devo ser sim. Estúpida. Fraca, perto de um sentimento devastador. É sim, muito mais forte que eu. Inexplicável, indiscutível, incontestável! Estar longe, só parece me aproximar, pois é quase uma necessidade. Como se fosse o ar, algo que não posso viver sem. Olhar e ouvir a voz, dispara meu coração como se ele fosse sair pela boca, meu corpo treme, minha voz falha, e meus olhos ficam marejados. Não é fácil lidar com isso!
Tá! Ninguém entende isso. Tudo bem... eu que sinto, também não entendo! Talvez se entendesse, conseguiria lidar melhor com isso, saberia o que fazer, como agir, quem sabe até, como acabar com isso.
Tentar? Várias vezes. Desesperadas vezes. Me metendo em ciladas, tentativas de relacionamentos sem sentido algum, que na maioria das vezes só me causaram arrependimento. Poucas lembranças boas, poucos momentos que podem ser guardados na memória.
Geralmente eu vivo bem, sem transparecer. Contudo, tem dias que a ‘bad’ vem com força, e não sinto vontade de outra coisa a não ser chorar, pra tentar amenizar a dor que me corrói por dentro. Então, eu prometo pra mim mesma, me afastar, ficar longe. E num curto espaço de tempo, quebro a promessa sem ao menos pensar duas vezes. Penso em muitas coisas, muitas coisas ruins, imagino coisas tristes e sofro com meus pensamentos, pelo que minha imaginação produz. Enlouqueço. Me descabelo. Grito. Choro. Sinto vontade de quebrar o que vejo pela frente. Desmonto. Questiono. Choro.
Até quando? Não sei. Achei que fosse breve. Nunca havia passado por isso, não mais que 1 ano de solidão. Me refiz. Levantei e fui viver novamente. Tudo com mais intensidade, com mais vontade e sem medo. Achei que fosse ser assim novamente. Errei. Não foi tão fácil assim, não é tão fácil, não agora, que é verdadeiro. E aí? Matar? Não posso! Morrer? Não devo! Mudar? Mudei, e às vezes acho que pra pior, dependendo do ângulo que se olha. Amadureci, é verdade. Porém, amarguei. Não me vejo mais como aquela menina doce, leve e ingênua que fui um dia. Estou seca, fria, descontente. E só me desarmo, no momento em que sinto aquele abraço apertado, que me amparava, e me protegia quando me sentia menina.
O que vai ser do futuro, não tenho idéia. Só tenho certeza de que não pensaria duas vezes em me jogar mais uma vez, e reviver mesmo que brevemente, momentos tão maravilhosos como os das minhas lembranças. Ter mais uma chance de realizar um de meus sonhos, tornar real tudo que imagino, e viver o que desejo.

Sem juízo, sem vergonha, sem jeito. Caso perdido.