Powered By Blogger

domingo, 25 de maio de 2025

Desesperança

Parecia estar tudo bem. Sabe quando você tem a sensação de que está tudo tão bem que logo vai acontecer algo ruim?
Estou com essa sensação já têm alguns dias.
Hoje, eu acordei pensando em sair, aproveitar o dia, ver gente na rua, encontrar pessoas de quem estou sentindo falta, saudades. O que acabei fazendo? Almoço, sono de 2/3h durante a tarde, banho, hidratação nos cabelos, unhas, petisco e tv.
Porém, além disso, uma sensação sufocante de solidão. Mas, não é aquela solidão de estar absolutamente sozinha, sabe? Hoje eu poderia ter ido almoçar com a 2a família, poderia ter ido na minha irmã, poderia ter ido ver uma amiga de quem estou sentindo muita falta. Só que a solidão que está me incomodando é outra. É aquela que me faz sentir falta de ter alguém pra almoçar junto no domingo uma comida diferente, pra ver um filme ou uma série, pra trocar ideia sobre coisas importantes ou aleatórias.
Tenho vivido bem com o fato de ser só eu, mas têm dias em que bate um incomodo enorme. Estou completando 5 anos sem conseguir me relacionar com alguém, sem gostar, sem troca de afeto. 
Eu não estou sentindo falta de sexo, não é sobre isso. A falta de conexão, de troca real é o que está me incomodando de verdade. Aquela coisa boa de querer estar junto, de fazer planos para um passeio no fim de semana, de ter pra quem contar como foi o seu dia em detalhes e saber que há interesse na sua história.
É foda! Eu me sinto cada vez mais desinteressante, mais chata, mais cansativa nos sentidos reais das palavras. Quando presto atenção nas minhas amigas ou conhecidas, vejo que todo mundo se arranja e uma hora ou outra estão felizes, com seus relacionamentos, vivendo... E parece que nada anda só em relação a mim.
Já pensei em "praga", "feitiço", "encantamento", "maldição" só que ando tão cética ultimamente, que nada disso parece fazer sentido.
Minha autoestima anda lá no chão outra vez. Parece que eu só era vista, só era boa, quando era magrinha. E depois de tantas lutas nos últimos 6 anos, meu corpo e minha mente não são mais os mesmos, deixei de ser esbelta, deixei de ser bonita, atraente. Voltei a ser o que era: um rosto lindo, com jeito de safada e só.
Quando a tristeza bate com força, eu tento me convencer de que isso é só coisa da minha cabeça e não é real. Só que depois do que vivi, fica muito difícil acreditar em alguém novamente. E hoje em dia, parece que ninguém mais quer assumir nada, todo mundo quer relações superficiais e sem qualquer tipo de compromisso. Só que eu, não sei se estou disposta a isso. Estou sentindo falta de comprometimento, de um olhar verdadeiro, de ouvir um "estou com saudade" real.
Eu trabalho pra caramba, não dependendo de ninguém pra pagar minhas contas, honro com meus compromissos com relação ao meu filho, me desdobro pra fazer tudo, sou responsável, mas parece que nada é suficiente. 
Não concordo com essa coisa de ficar com qualquer pessoa só pra não dizer que estou sozinha. Eu preciso gostar! Eu não quero usar ninguém, pois eu sei como é ruim se sentir usada. Eu só queria acreditar que um dia vai ser diferente, que eu não vou mais me sentir assim, quem dia vou conseguir "trocar" com alguém sem ter o medo de ser apunhalada pelas costas a qualquer momento, que vou me sentir confortável pra confiar em outra pessoa novamente e, principalmente, que vou sentir outra vez aquela alegria que invade a alma e ilumina o sorriso de forma natural. É triste sentir que isso nunca mais acontecer!

sábado, 11 de janeiro de 2025

Agonia que sufoca

Saudade de quando chorava pela dor de um joelho ralado ao cair de bicicleta na calçada. Hoje a dor é mais intensa e não passa. Ela apenas ameniza por um tempo e depois volta como se tivesse arrancado a casquinha da ferida.
Eu não sei o que me dói, eu não sei explicar, só sei que me sufoca, me tira o ar e a alegria. Ontem a noite eu estava cheia de planos pra hoje, pensei em terminar de pintar a casa, queria ir na festinha do João, filho da Barbinha, no parque Shangai, pensei até em marcar de conhecer o tal Eduardo.
Hoje acordei cedo e perdi o sono, mas não consegui levantar da cama até quase 9h. Tomei um banho, arrumei a cozinha e aos poucos fui perdendo o ânimo. Sentei no sofá pra ver tv, e o olhar foi se perdendo diante das imagens, peguei o celular e fui rolando o feed das redes sociais sem me interessar por nenhum conteúdo.
Coloquei a roupa pra lavar e percebi que minha máquina deu defeito novamente, fiz almoço, pensei na minha irmã e na saudade que estava sentindo dela. Almocei e o desânimo só aumentou. Fui me sentindo entediada, mas ao mesmo tempo sem empolgação pra sair de casa. Voltei pro sofá e olhando pra parede, só desejei que o dia terminasse logo, que as horas passassem pra que aquela agonia do meu peito sumisse.
O meu peito foi ficando apertado, a respiração ofegante e tive uma crise do choro. Não queria ficar assim, mas não consegui controlar. Levantei do sofá e decidi beber. Fiz um drink com morango congelado, leite, leite condensado, 88 e gelo. Uma taça de gin cheia até a borda, na metade da taça eu já estava tonta, mole. Voltei a chorar. Guardei a metade do drink e resolvi vir pra minha cama.
Liguei a tv na minha série favorita, e nem ela está conseguindo prender minha atenção. Me questionei o motivo de ter bebido, e minha mente respondeu que "anestesiada" eu penso menos no que me aflige, e que quando durmo, me desligo. É meu momento de paz.
Recebi mensagem de uma amiga que sofre de ansiedade, assim como eu. Não a respondi e nem abri suas mensagens, mas apenas voltei a chorar. Eu só queria não sentir essa agonia, essa pressão no peito. Queria conseguir lidar com isso sem me abalar tanto. Só queria sumir. Só queria dormir.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

A vontade de jogar a toalha

Depois de 20 dias de recesso, hoje eu volto ao escritório. E pra ser sincera, não estou feliz. Na verdade, estou ansiosa demais, com um medo. No caminho até o metrô pensei em desistir, novamente pensei em pedir demissão. Nesses dias em casa, tive noites tranquilas, dormindo cedo e acordando muitas vezes antes das 6 da manhã sem a necessidade do despertador. Já essa noite, foi difícil. Me sentindo cansada, querendo dormir mas, com uma inquietação por dentro. Tive pesadelos a noite inteira, sono picado, acordei antes do horário com medo de perder a hora, e coincidentemente, o despertador não tocou.
Agora estou a caminho do escritório, no metrô, debaixo de chuva forte, bocejando a casa 2 minutos cheia de vontade de dormir mais.
Desde que cheguei em casa na terça-feira, não consigo parar de pensar nos problemas que devem estar me aguardando, nas obrigações que tenho, nos afazeres que preciso colocar em dia. É como se a minha cabeça estivesse me punindo por ter tirado o tempo completo de férias. Muito ruim isso!
Continuo pensando em mudar de rumo, sair do escritório e buscar algo na minha área de formação, mas ao mesmo tempo, sinto como se fosse uma traição abandonar o barco que eu sei que precisa de mim.
No dia de hoje só espero que seja um dia calmo, que eu não enfrente nenhum problema gigante que me dê ainda mais motivos pra pensar em jogar a toalha no meio da luta.