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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tempos difíceis

Os últimos dias estão sendo super estressantes, minha cabeça está à mil. Tem um turbilhão de pensamentos e sentimentos dentro de mim, estou me sentindo pequena diante das dificuldades.
Muito, muito triste... com uma vontade enorme de começar um novo futuro, mas completamente perdida, sem saber por onde começar e como fazer. Hoje, estou com uma angústia dentro de mim, e só sinto vontade de chorar, uma tristeza sem fim. Coisa mais ruim é me sentir acoada como estou me sentindo.
Não aguento mais ficar num lugar onde não sou bem recebida, ou melhor, onde sinto que eu nem deveria estar. Mais uma vez, de um modo não tão direto, mas implícito, que devo me mudar, e sair de casa o mais breve possível. Escutei coisas que acho que não deveria ter escutado mas, continuei me contendo pra não falar mais do que o necessário. Afinal, a situação poderia ficar ainda mais insustentável do que já está. Minha vontade mesmo era sumir desse mundo, desaparecer como num passe de mágica, mas as coisas não são tão simples como imaginamos.
O desespero está começando a me assombrar e sei que isso não é legal. Não quero ter que chegar ao ponto de largar o que consegui com tanto sacrifício, meus estudos vão garantir o meu futuro e o de minha família pro resto da vida, mas, se não houver outra opção para que eu não fique de "joguete" nas mãos das pessoas, terei de abrir mão do que mais quero por um tempo.
Tenho certeza absoluta de que se meu avô João estivesse vivo, muita coisa não estaria acontecendo do jeito que está. Eu, não posso ser a única culpada das coisas. Se alguém me tratar mal, eu não terei motivo algum pra retribuir de forma diferente. Tive que ouvir de que não falo direito com minha avó e minha mãe, lógico! Se nenhuma delas fala comigo direito também! Não estou disposta a ficar puxando saco de gente que não quer minha família por perto. E digo, família no sentido atual, literal, meu marido e meu filho.

sábado, 6 de agosto de 2011

A menina virou mulher

Não tenho mais paciência, definitivamente. Tô jogando a toalha mesmo, abrindo mão.. eu, hein?! Quero paz, sossego, não quero mais problemas do que eu já tenho!
Tem momentos em que sinto uma incontrolável vontade de chorar, chorar de raiva. Ah! Como eu pude ser tão ingênua por tanto tempo?! Hoje, enxergo com muita clareza que não sou mesmo mais aquela menina de 19 anos que abaixava a cabeça pra tudo, que era submissa às vontades do outro pra tentar manter um falso bem-estar, achando que estava fazendo o que era certo, o melhor. O melhor pra quem, afinal? Pra mim? Nunca foi!
Hoje percebo que não estou disposta a agir da mesma maneira. Não estou mais disposta à passar por cima dos meus valores, das minhas ideias, das minhas vontades por causa de ninguém. Quem quiser ficar do meu lado, tem que me aceitar da maneira que sou, afinal, ninguém tem obrigação de estar junto a mim.
Quero estar cercada de pessoas com quem eu poderei contar se precisar um dia, e não de gente que simplesmente me olha e diz: "se vira!" - Ser companheira de alguém, é saber se dedicar, se entregar e fazer o posível para contribuir com o outro. Saber a hora de ajudar, a hora de proteger...
Quando me pego fazendo uma análise do antes e do depois percebo que não houveram grandes mudanças em todo o contexto. Vejo que algumas pequenas atitudes não são mais as mesmas, mas a essência em si, é exatamente igual.
O que eu tenho certeza, é que não quero ser desonesta comigo e com ninguém! Se não gostei, não gostei e pronto, não vou ficar fingindo sentir o que não sinto pra agradar aos outros. Essa sou eu, que há muito tempo tempo ficou escondida por debaixo dos panos, com medo de aparecer por não querer ser infeliz. A vida me ensinou algumas lições, e agora percebo, que só poderei ser feliz de verdade, se puder ser eu mesma, se me mostrar como sou realmente, sem medo do que as pessoas vão achar. Foda-se o resto! Simples assim!