Powered By Blogger

sábado, 13 de novembro de 2021

Paradoxo

Tem alguns dias que estou sentindo que as coisas não estão normais. Achei que se tratava de um problema espiritual, mas pelo que estou percebendo, não é só isso. 
O choro desmotivado voltou, a dor sem explicação, as crises de ansiedade com o coração disparando, mãos trêmulas e sensação de pânico. 
Às vezes acho que estou enlouquecendo. Tenho pensamentos suicidas, flashes iguais esses que vemos em filmes e novelas, com cenas já vividas e cenas hipotéticas. É assombroso!
Em vários momentos me questiono o que estou fazendo nessa vida, me sinto impotente, fraca, acho que não vou dar conta. As paredes estão se aproximando novamente, a claridade está sumindo no túnel...
Procuro não pensar, ocupar a mente, mas nem sempre dá certo. Há semanas não durmo direito, não relaxo. É um paradoxo. Sinto necessidade de me divertir, preciso dançar, sair, dar risada, ver meus amigos, e ao mesmo tempo, não tenho cabeça pra nada disso, quero ficar quieta, perdida no silêncio da minha própria companhia.
Estou feia, gorda e não sinto mais vontade de me arrumar. Fico triste, penso em infinitas saídas, mas no fim, tem um pacote de biscoitos do meu lado, como se fosse um vício incontrolável.
Tanto esforço, parece que estou jogando tudo fora. Estou  fazendo tudo errado, tudo errado... no fim, eu fecho os olhos, respiro bem fundo e só tento me acalmar. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Sol volte a brilhar

De fato eu não gosto de dias nublados, frios. Não sei se possui mesmo algum tipo de conexão com o lado espiritual, mas dias assim me deixam pra baixo, melancólica. Estava bem, até que ouvi uma música no rádio, que me levou diretamente para um período completamente diferente da minha vida em questão de segundos. E por mais que eu tentasse não pensar, e nem me lembrar de nada, revivi infinitos momentos. E agora? Agora estou aqui às lágrimas (mesmo depois de ter prometido que nunca mais iria chorar), desejando sumir no mundo. Sabe aquela vontade que dá de entrar no carro, pegar a estrada com o som bem alto e sem destino certo? Era tudo que eu queria fazer agora. Viajar, sumir, e só curtir o momento, esquecendo-me do passado e sem pensar no futuro.

Necessidade de um colo, de um sorriso contagiante, de energia boa, solar. Têm alguns momentos em que me sinto tão perdida, tão sem saber o que fazer, ou pra onde ir... Venho segurando a onda já fez alguns meses, acho que desde julho não fico assim pra baixo, mas é tão difícil isso de ser forte o tempo todo. Às vezes sinto uma falta enorme de ter com quem conversar sobre as coisas do cotidiano, de ter alguém pra quem eu possa fazer uma comida especial, alguém com quem eu caia na gargalhada antes de dormir, tirando dos ombros o ‘peso’ do dia inteiro.

Tudo está tão difícil em todos os sentidos. Nem é questão de pensar em desistir, mas o medo do fracasso está me assombrando de uma maneira violenta, sensação de que não vou dar conta. Alguns dias eu simplesmente não consigo fazer absolutamente nada. Fico meio que congelada, tentando organizar os pensamentos pra focar no que importa, mas a luta interna acaba sendo em função de não pensar no que me desestabiliza. Quando dou por mim, mais uma noite se passou e não fiz o que deveria fazer. Não andei pra frente, não saí do lugar.

Estou envelhecendo, o espelho me confirma isso todos os dias, as fotos comprovam o inevitável. O tempo está passando, não estuo conseguindo acompanhar. Esses dias eu pensei, estou com 35 anos, caminhando pros 36 e o que conquistei até agora? Nada. Metade da minha vida se foi e quais frutos eu rendi? Qual o legado que vou deixar pro meu filho?

Sei que chorar não vai mudar nada. Mas, pra aliviar o aperto que fica no meu peito me sufocando, deixar as lágrimas escorrerem é o melhor. Decidi que não vou ficar me entupindo de remédios, e que nem vou ficar mergulhando em garrafas de destilados. Têm certas coisas que a gente precisa encarar, sentir na pele até superar. Vou mais uma vez tentar, enfrentar meus demônios, meus medos, a solidão. Eu já passei por isso outras vezes na vida, e achei que seria mais fácil dessa vez. Mas, não sei se já estou velha, e por isso a dificuldade. Estou me apegando na minha religião, suplicando, pedindo orientação, luz no meu caminhar, direção para que não me perca nos caminhos tortuosos da vida. Minha Mãe há de me ajudar, e se ainda não caí, com certeza foi pela minha fé.

Que essa tristeza passe logo, que o Sol volte a brilhar e que minha força se renove!

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Eu mereci aquilo? Sou digna disso?

Hoje é mais um daqueles dias em que eu queria um colo pra deitar e chorar até cair no sono. 
Aqueles inúmeros porquês pipocando na minha mente como fogos de artifício em noite de ano novo. É praticamente impossível não questionar os motivos que me trouxeram aqui, que me fizeram desfazer meus planos e sonhos.
Abri mão de um sonho ao abandonar a faculdade, e pelo menos, tive cabeça pra investir o dinheiro em mim, no meu plano de saúde e consegui fazer a minha cirurgia. Acho que foi a única boa escolha que fiz nesses 35 anos.
Dei uma nova chance pra um amor que só eu sentia, idealizei uma vida, investi tempo, dinheiro e dedicação. Dei com a cara no muro de chapisco.
Demorei pra me refazer, precisei abrir mão de um outro grande sonho que estava perto. Me levantei às duras penas, passei à ser sozinha, responsável por uma casa que eu não tinha condições de sustentar plenamente, sem deixar de lado minhas obrigações com meu filho.
Quantos julgamentos! Ouvi coisas que não merecia, apertei o cinto pra conseguir me reestruturar. Levantei. Quando achei que havia vencido, rendi-me. 
Outra vez, abaixei a guarda. Dessa vez, eu acreditei mesmo que era hora do meu conto de fadas. Fui feliz demais, família, filhos, casa. Ganhei um carro de presente, me sentia amada no sentido mais pleno. 
Só que acabou. Passou. E por acreditar no tal conto de fadas, acabei perdendo o pouco de independência que tinha. Por confiar em alguém que não era eu, fiquei sem o meu lar.
O desespero bateu quando me vi sem ter pra onde voltar, pois havia feito uma escolha ao dar um passo à frente. Naquela altura, era impossível bater no peito e dizer que não dependia de ninguém. 
Não tinha muita saída, e confesso que, por orgulho também, não abaixei a cabeça e nem pedi por favor. Fiz a escolha que julguei mais próxima da minha realidade, mesmo que, pra isso, tivesse que abrir mão do papel de mãe, na prática. 
Tô tentando, tô seguindo. Tô buscando um caminho, mesmo que ninguém saiba do que se trata. Ainda que não tenha apoio, não tenho ninguém com opiniões contrárias, jogando cal por cima de tudo.
Mas, em contrapartida, eu não tô confortável. Tô me sentindo em dívida, tô me sentindo um peso, mesmo que dessa vez, eu não esteja sendo tratada assim. É tudo com tanto amor, com tanto carinho, que não tô acostumada e não sei como não me sentir incomodada. É controverso, pois, ao mesmo tempo em que me sinto extremamente feliz e grata pela oportunidade, carrego uma angústia de estar sendo oportunista, abusada.
Eu preciso retribuir de alguma forma, necessito devolver essa consideração!
Essa última semana que passei em casa, tenho pensado bastante nisso. Tentando encontrar uma alternativa, algo que faça eu me sentir merecedora desse amparo. Tô rezando pra encontrar essa saída o mais breve possível, não por cobrança externa, que não há, nem nunca houve. Mas, por uma questão pessoal, interna, pra que eu me sinta capaz, digna de estar onde estou, de viver como estou vivendo e de buscar alcançar meu objetivo. 
Por hora, só posso reiterar o que venho repetindo infinitas vezes no último ano, sou pura gratidão e nem que viva mil vidas, seria capaz de retribuir à altura todo o apoio que recebo. Gratidão a Deus e ao universo por ter posto um anjo na minha vida que, sem dúvida, me tirou da escuridão.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Tentando manter a fé

A ansiedade é uma merda mesmo. Cheguei em casa e a Internet continuava ruim. Mandei mensagem pra empresa e descobri que a mensalidade estava atrasada. Pedi o boleto pra efetuar o pagamento. Quando recebi, o susto. Caiu a ficha de que talvez eu não consiga me manter sozinha. Escola e transporte do filho, condomínio, luz, gás, Internet, compras de mês, cartão de crédito e meus estudos não estão cabendo dentro do meu salário. 
Foi o suficiente pra que eu não conseguisse mais me concentrar, fiquei sem cabeça pra focar nas aulas. Na minha mente só infinitos questionamentos de como ganhar um pouco mais de dinheiro pra não precisar depender ainda mais da compaixão das pessoas.
Tô com muito medo de não conseguir. Sei cozinhar, mas não sei o que poderia fazer pra explorar esse lado. Gosto de artesanato, mas alguém realmente consegue viver disso? Ainda mais eu que só tenho algumas horas livres por dia depois que saio do escritório.
Pra onde eu vou? Como eu vou fazer pra tirar tudo daqui? Tem horas que dá vontade de desistir de tudo e sumir. Tô me sentindo sem saída, sem horizonte, com as paredes apertando e me espremendo.
Tô procurando manter a fé, mas não está fácil não.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Uma hora cansa

Viver com ansiedade é foda. É punk! Hoje é o terceiro dia seguido de crise. Parece que quanto mais eu tento não pensar, mais eu penso. Os pensamentos surgem como fantasmas, que inundam minha alma com tristeza e dor, muita dor. Meu peito parece que vai explodir, falta o ar, eu sufoco. As lágrimas escorrem como um rio e, então, eu respiro como se tivesse me livrado de um afogamento. É um querer não viver mais. É uma vontade de acabar com essa dor que parece não ter fim. É um choro de sofrimento.
Eu não tenho mais força. Não quero mais precisar ter força! To cansada de ser forte e ter que segurar a onda. Quero um colo pra deitar e chorar até dormir, quero um abraço, um carinho, um cafuné. Não aguento mais fingir que tá tudo bem. Não quero que sintam pena, eu quero ajuda pra sair desse buraco.
Já não tenho motivação pra nada, ultimamente não sinto alegria. Bebo, bebo muito pra esquecer os fantasmas que me assombram, pra fazer a minha cabeça desconectar, pra falar alto, falar besteira e ser diferente do que sou ou me tornei. É quando me sinto livre, leve, inume.
Em muitos momentos me sinto uma marionete, sendo manipulada pela vida sem escolha. Não quero lutar por nada mais, não quero brigar por nada mais, só quero sumir com essa dor. E acho mesmo que estou chegando no meu limite de tolerância. Estou cansada.

terça-feira, 27 de abril de 2021

Um Desejo de grávida

Hoje estou me sentindo tão angustiada, com o coração apertado, uma tristeza, aquela vontade de chorar, de sumir do mundo.
A última semana não foi muito fácil, apesar do meu empenho em tornar esses dias os mais leves e agradáveis possíveis. 
Não to conseguindo agradar como imaginei, não consegui estreitar os laços como pensei. Pelo contrário, acho que acabei criando um pouco mais de distância. 
Ontem discuti com meu filho, me aborreci, ouvi coisas que não achei que ouviria. Fiquei nervosa, magoada, irritada. E não consigo pegar esses sentimentos e colocar "num potinho", fazendo com que eles desapareçam instantaneamente. Principalmente, quando não há um pedido de desculpas sincero.
Novamente brotam os velhos questionamentos em minha mente, qual o motivo de estar passando por esse tipo de coisa se estou tentando oferecer o melhor que posso? Qual o pecado que eu, como mãe, cometi para que meu filho não consiga me perceber e sentir afeto por mim? 
Eu não desperto saudade, ele não sente a minha falta, ficar 1 dia ou 1 mês sem me ver dá no mesmo. Só sou lembrada quando o dinheiro acaba, quando o celular bloqueia ou quando precisa de diamantes pro jogo.
Lembro-me que quando estava grávida, imaginava que seria super amiga do meu filho, que ele seria grudado comigo e que eu seria a primeira pessoa pra quem ele contaria todas as suas novidades. Hoje, toda vez que eu tento me aproximar só ouço: não gosto disso, odeio aquilo, prefiro ficar sozinho. Só que o contraditório é que depois ele faz queixa pra quem quer que seja que eu não lhe dou atenção, que não faço nada legal.
Tô bem cansada, desestimulada, enfraquecida com essa situação. Estou vendo ele seguir por um caminho divergente da educação que dou. Minhas orientações não surgem efeito e se tornaram indiferentes. Venho tentando não é de hoje, mas sinto que uma hora jogarei a toalha. Infelizmente, a vida não chega nem perto de ser da maneira que a gente imagina.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Quero desistir. Onde aperta?

Sabe aqueles dia em que você não consegue se sentir bem? Hoje é um deles. Um aperto forte no peito que não passa. Uma angústia, uma vontade de chorar sem tamanho. 
Entrando no elevador, me dei conta do quanto engordei. To inchada, enorme. Fiquei triste. Meu corpo está se deformando outra vez, meu rosto de transformando. Mas, não é só isso. Essa é a consequência visível do que estou sentindo/passando. 
Medo. É só o que sei que sinto. Pânico, tristeza. Me falta o ar, sinto como se alguém estivesse pressionando meu peito com força, as lágrimas rolam sem que eu consiga controlar. Em alguns momentos me sinto tão desprotegida, sozinha.
Eu não quero depender da ajuda de ninguém o resto da vida, quero caminhar com meus próprios pés, conseguir tomar uma decisão e estar certa do caminho que estou seguindo.
Tenho me sentido tão perdida! Às vezes eu queria mesmo um abraço, um colo e um cafuné. São muitos momentos como o de agora, onde me sinto sem forças, com vontade de desistir de tudo.
Por diversas vezes eu sinto vontade de continuar na cama ao acordar, sinto vontade de pedir demissão e jogar tudo pro alto, tem dias em que não sinto vontade de ir pra rua. 
Os fins de semana têm sido a minha válvula de escape, onde relaxo ao tomar a minha cerveja e dou risada sem me apegar aos problemas. Tenho bebido muito, sei disso mas, não consigo não me permitir, é o único momento em que sinto alegria.
Alcoólatra não me tornei, pois não bebo todos os dias, e não dependo da cerveja. Mas, o meu fim de semana não é o mesmo sem.
Em dias como hoje, eu queria sumir. Não quero mais chorar, não quero mais sentir essa dor. Eu preciso de ajuda, de verdade. Eu não aguento mais sentir esse medo, esse vazio que dói, incomoda, atormenta. Eu quero só sumir! Porquê Deus não me leva logo?