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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Caso Perdido

Eu não sei bem se chorar adianta, não muda nada, mas confesso que alivia momentaneamente. Às vezes não sei se tenho mais forças, mesmo que sinta uma avassaladora vontade de insistir. Queria muito mesmo conseguir explicar o que é isso me consome, me atordoa, me invade e me carrega pra longe da razão.
Quando lembro de bons momentos, é como se fosse levada ao passado, e revivesse com a mesma intensidade tudo aquilo. Me sinto feliz, feliz como não me lembro de ter sido antes, e como acho que nunca mais serei. E ao mesmo tempo, quando lembro dos problemas, sinto uma tristeza sem fim, e ainda sim, os bons momentos se sobressaem.
Dá vontade de voltar no tempo, apagar os erros e só ficar com tudo que é bom.
Eu sinto uma dor que não dá pra explicar, vem de dentro pra fora, do fundo... me falta o ar, eu choro e tenho vontade de sumir.
Não entendo o motivo, a razão disso tudo, o que foi que aconteceu para que tudo chegasse ao ponto que chegou. Onde foi que errei, onde estou errando e onde vou errar. É uma tristeza... e eu sinto tanta falta! Queria poder cuidar, tocar, me dedicar, amar intensamente sem medo de absolutamente nada. Se eu pudesse fazer um pedido pro gênio da lâmpada, viveria eternamente meu passado recente.
Eu sou burra? É, devo ser sim. Estúpida. Fraca, perto de um sentimento devastador. É sim, muito mais forte que eu. Inexplicável, indiscutível, incontestável! Estar longe, só parece me aproximar, pois é quase uma necessidade. Como se fosse o ar, algo que não posso viver sem. Olhar e ouvir a voz, dispara meu coração como se ele fosse sair pela boca, meu corpo treme, minha voz falha, e meus olhos ficam marejados. Não é fácil lidar com isso!
Tá! Ninguém entende isso. Tudo bem... eu que sinto, também não entendo! Talvez se entendesse, conseguiria lidar melhor com isso, saberia o que fazer, como agir, quem sabe até, como acabar com isso.
Tentar? Várias vezes. Desesperadas vezes. Me metendo em ciladas, tentativas de relacionamentos sem sentido algum, que na maioria das vezes só me causaram arrependimento. Poucas lembranças boas, poucos momentos que podem ser guardados na memória.
Geralmente eu vivo bem, sem transparecer. Contudo, tem dias que a ‘bad’ vem com força, e não sinto vontade de outra coisa a não ser chorar, pra tentar amenizar a dor que me corrói por dentro. Então, eu prometo pra mim mesma, me afastar, ficar longe. E num curto espaço de tempo, quebro a promessa sem ao menos pensar duas vezes. Penso em muitas coisas, muitas coisas ruins, imagino coisas tristes e sofro com meus pensamentos, pelo que minha imaginação produz. Enlouqueço. Me descabelo. Grito. Choro. Sinto vontade de quebrar o que vejo pela frente. Desmonto. Questiono. Choro.
Até quando? Não sei. Achei que fosse breve. Nunca havia passado por isso, não mais que 1 ano de solidão. Me refiz. Levantei e fui viver novamente. Tudo com mais intensidade, com mais vontade e sem medo. Achei que fosse ser assim novamente. Errei. Não foi tão fácil assim, não é tão fácil, não agora, que é verdadeiro. E aí? Matar? Não posso! Morrer? Não devo! Mudar? Mudei, e às vezes acho que pra pior, dependendo do ângulo que se olha. Amadureci, é verdade. Porém, amarguei. Não me vejo mais como aquela menina doce, leve e ingênua que fui um dia. Estou seca, fria, descontente. E só me desarmo, no momento em que sinto aquele abraço apertado, que me amparava, e me protegia quando me sentia menina.
O que vai ser do futuro, não tenho idéia. Só tenho certeza de que não pensaria duas vezes em me jogar mais uma vez, e reviver mesmo que brevemente, momentos tão maravilhosos como os das minhas lembranças. Ter mais uma chance de realizar um de meus sonhos, tornar real tudo que imagino, e viver o que desejo.

Sem juízo, sem vergonha, sem jeito. Caso perdido.

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