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domingo, 8 de novembro de 2020

Resumo do fim de semana

Esse fim de semana fui em alguns lugares na intenção acalmar meu coração, elevar a minha energia. Me senti bem, ouvi coisas que precisava ouvir, refleti. Fiquei mais próxima do meu pai e da minha madrasta, passei a tarde e a noite de sexta, praticamente, inteiras, conversando com um amigo que está muito longe, mas que conseguiu se fazer presente mesmo estando do outro lado do aceano.
Foram quase 12h de conversa, que passaram sem que eu pudesse sentir todo esse tempo. Sabe quando a sua mente viaja? Como é bom sentir que existem pessoas que se importam com você e te querem bem, mesmo não sendo parte da sua família!
Ontem voltei pra casa, o primeiro sábado que passei aqui dentro depois de 2 meses. O que eu fiz? Praticamente nada. Dormi. Acordei no meio da tarde, lavei roupa, lanchei e tinha a intenção de ir pra casa da minha irmã. Acabei de comer e passei mal, deitei e dormi novamente. Acordei já passavam das 18h. Corpo pesado, dor de cabeça, moleza, desânimo...
Aproveitei e procurei curtir o momento com meu filho. Pipoca, sofá e filme. Não me lembro quando foi a última vez que fizemos isso. Mais tarde um lanche e mais um filme... Essa semana tirei todas as fotos da estante, e acho que ajudou. Não pensei, não senti incômodo nenhum...
Dormi novamente, pouco depois de 1h da manhã. Minha oração como de costume e disjuntor desligado em poucos minutos.
Acordei cedo, 7 e pouco. Cozinha, como sempre. Louça lavada, fogão limpo e café pronto. Pego minha xícara e me acomodo no sofá. Ligo a tv e lembro do amigo do outro lado do oceano, estava passando um filme que havíamos falado: "como se fosse a primeira vez ". Fiquei assistindo e meu corpo se arrepiou, como se um frio repentino me invadisse. As falas dos personagens me trouxeram uma tristeza angustiante, uma dor de dentro pra fora, um vazio enorme, como um buraco negro bem no meio do meu corpo. Lágrimas, muitas lágrimas enquanto tentava trabalhar o pensamento na intenção de não me deixar dominar por essa energia.
Meu filho acordou com meu choro, deitou do meu lado, me abraçou e disse: não fique assim mãe, para de chorar, já passou e estou aqui.
Respirei. Enxuguei minhas lágrimas. Preciso ser forte, vou superar isso!
Não vou me deixar abater. Sei do meu valor e sou mais que isso. Talvez hoje nem saia de casa, não tô muito animada pra isso, mas não vou deixar a peteca cair. Assim como a fênix, me refarei das minhas cinzas, voltarei radiante, com toda a força e energia pra recomeçar mais uma vez.

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