A última semana não foi muito fácil, apesar do meu empenho em tornar esses dias os mais leves e agradáveis possíveis.
Não to conseguindo agradar como imaginei, não consegui estreitar os laços como pensei. Pelo contrário, acho que acabei criando um pouco mais de distância.
Ontem discuti com meu filho, me aborreci, ouvi coisas que não achei que ouviria. Fiquei nervosa, magoada, irritada. E não consigo pegar esses sentimentos e colocar "num potinho", fazendo com que eles desapareçam instantaneamente. Principalmente, quando não há um pedido de desculpas sincero.
Novamente brotam os velhos questionamentos em minha mente, qual o motivo de estar passando por esse tipo de coisa se estou tentando oferecer o melhor que posso? Qual o pecado que eu, como mãe, cometi para que meu filho não consiga me perceber e sentir afeto por mim?
Eu não desperto saudade, ele não sente a minha falta, ficar 1 dia ou 1 mês sem me ver dá no mesmo. Só sou lembrada quando o dinheiro acaba, quando o celular bloqueia ou quando precisa de diamantes pro jogo.
Lembro-me que quando estava grávida, imaginava que seria super amiga do meu filho, que ele seria grudado comigo e que eu seria a primeira pessoa pra quem ele contaria todas as suas novidades. Hoje, toda vez que eu tento me aproximar só ouço: não gosto disso, odeio aquilo, prefiro ficar sozinho. Só que o contraditório é que depois ele faz queixa pra quem quer que seja que eu não lhe dou atenção, que não faço nada legal.
Tô bem cansada, desestimulada, enfraquecida com essa situação. Estou vendo ele seguir por um caminho divergente da educação que dou. Minhas orientações não surgem efeito e se tornaram indiferentes. Venho tentando não é de hoje, mas sinto que uma hora jogarei a toalha. Infelizmente, a vida não chega nem perto de ser da maneira que a gente imagina.

Nenhum comentário:
Postar um comentário