To mesmo chateada. Ah! Não aguento!
Nunca posso contar com ninguém, sempre que preciso me sinto completamente
sozinha. To de saco cheio de sempre estar me virando, dando meu jeito,
sempre sem esperar uma mão estendida pra me dar amparo. Tem horas que parece
que não vou ter força, não vou conseguir e a vontade é de jogar tudo pro alto!
Às vezes acho que sou eu quem tem
o pensamento muito diferente, ao achar que não custa nada as pessoas
colaborarem umas com as outras. Triste em perceber que estou sempre com a mão
esticada pra ajudar quem quer que seja, mas quando sou eu quem precisa de
ajuda, fico a ver navios.
Ser mãe solteira é mesmo difícil,
mais difícil do que imaginava. Já que não posso ter uma família normal, queria
ao menos que o pai do meu filho se importasse de verdade com ele, fosse mais
participativo e fizesse mais questão de estar presente no cotidiano do pequeno.
Não sei se estou fragilizada pela
TPM, ou se isso tudo é justamente pela falta dela. Estou num nível de stress
que não sei explicar, meu humor não está bom, estou sem paciência e aquele
velho problema dermatológico está novamente dando sinais, depois de me
atormentar por 2 semanas em
janeiro. Quero tudo e ao mesmo tempo não quero nada, quero me
desligar, quero me distrair, quero sumir.
Quero carinho, quero colo, quero
cuidado, quero atenção, quero compreensão. Sabe aquela fase em que parece que
tudo dá errado ao mesmo tempo? Não consigo concretizar meus planos, por mais
inadiáveis que sejam. Isso está me preocupando, pois tenho muito medo de não
conseguir, de mais uma vez me frustrar com as minhas expectativas. Odeio pedir
ajuda, não gosto de demonstrar que preciso do outro, mas tem horas que não dá,
não consigo!
Ele sempre faz tudo igual.
Primeiro diz que não pode, que não dá, inventa qualquer coisa, e depois é
grosso dizendo: “não tenho nada com seus problemas”. Só depois que eu me desespero,
reclamo, brigo, me conformo ou então, dou meu jeito, é que escuto: “vou te
ajudar”. Sei bem que quando quer, faz! Não curto ficar me fazendo de vítima,
mas às vezes só o que me resta é chorar, por pra fora a decepção, a tristeza a
sensação de abandono. Estou angustiada, preocupada, com medo de que algo
realmente grande aconteça e mude minha vida radicalmente outra vez, e pela
segunda vez, não verei com bom olhos. Me arrepender? Nunca! Faria tudo outra
vez quantas vezes forem necessárias. Mas, acredito sim que nada vai mudar, pelo
menos não do jeito que imagino.
Chega de problemas, de aborrecimentos, quero
paz, tranqüilidade e foco. Afinal, preciso de mudanças radicais, porém,
mudanças boas, que me transformem em uma pessoa melhor e acrescentem ótimos momentos ao meu futuro.

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