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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Resumo de um ano bom

Faz tempo que estou querendo escrever,  mas confesso que fico com preguiça no fim das contas. Achei que meu notebook não faria mais falta e me enganei. Parece que preciso muito mais dele agora que pifou de vez.
Enfim... tinha até pensando em deixar de comentar meu ano de 2014 depois, pra falar das coisas que estou vivendo agora, mas preferi seguir a ordem cronológica dos acontecimentos pra não me perder.
O que tenho à dizer sobre 2014: foi um ano bom, muito bom, principalmente na área profissional. Sinceramente não sei o que seria de mim, hoje, fora do Leão, Martire & Rego. O que são esses três? Vou agradecer pro resto da vida o dia em que recebi o convite para me juntar à "mafia"(termo usado no escritório onde trabalhávamos anteriormente,  para denominar o grupo que realmente trabalhava e dava lucro). Os meninos - modo como os chamo - são fora de série, são bons patrões, que incentivam a gente à render, que na maioria das vezes entendem nossos problemas particulares e que sempre estiveram dispostos a me ajudar todas as vezes em que precisei. Foi um ano corrido, um ano longo, mas um ano em que senti que rendi mais,  que me dediquei mais e me esforcei mais. Passei por dificuldades e não desisti, embora tenha sentido vontade algumas vezes. E no fim do ano, a recompensa. Não só a recompensa financeira, que me agradou muito e possibilitou que fizesse melhorias em casa de diversas formas, mas eu queria o reconhecimento, e consegui. Ouvi da boca do meu patrão mais exigente, que meu trabalho melhorou muito esse ano. Não vou ser hipócrita de dizer que não liguei pra gratificação que recebi, mas ouvir esse elogio foi ótimo pra minha alma, me fez muito bem saber que estava progredindo como profissional, evoluindo... Yes!rs
No que diz respeito à vida sentimental, é... não foi um ano muito bom. Ou melhor,  não foi nada bom! Eu e Ele chegamos às vias de fato novamente, e lá se foi mais uma ida à delegacia e um novo B.O. Medo e insegurança foram minha companhia por algum tempo, além da tristeza. Tristeza essa, que ainda me acompanharia por mais boa parte do ano por outros dois motivos. Mr.A. me decepcionou demais ao deixar claro que eu perderia a graça se conseguisse realizar o meu sonho atual. Fez questão de se mostrar o pegador, como se não desse mais a mínima importância pra mim, ali dentro do carro, ao lado dele. Fiquei chocada, sem realmente entender o motivo de estar naquele momento, ouvindo aquelas coisas de uma pessoa que, até então, era especial e me fazia viajar pra outro mundo em sua companhia. Decidi aí, que não queria mais. Quase voltei atrás, confesso que, ainda hoje, sinto vontade de pegar o telefone e ligar pra ouvir a sua voz, mas estou segurando a onda firme, sem deixar a carência falar mais alto. Nem tudo é pra sempre... Tem pessoas que entram e saem das nossas vidas no momento exato, pessoas que não vieram pra ficar. Pessoas que cruzam nosso caminho apenas para nos ensinar algo, de alguma maneira, mesmo que torta. Com o Mr.A. foi assim. Chegou, me fez bem, me fez perceber que ainda era bonita, que ainda era desejável e que não tinha virado o bloco de gelo que imaginava. Percebi que se eu me permitir, posso gostar de alguém novamente sim. E se essa pessoa me passar a segurança que preciso, as coisas vão se tornar bem mais fáceis.
Já no campo pessoal, não tive boas notícias com relação ao meu desejo de operar. Fiz todos os exames, passei meses entrando e saindo de consultórios e no fim, o plano não autorizou. Chorei, solucei, me revoltei, quis mudar de operadora, vi o fundo do poço um pouco mais do alto e decidi esperar. Não foi fácil. Aceitei que era assim que deveria ser e decidi esperar. Fui gorda a vida inteira, não ia morrer se tivesse que aguardar mais um ano. Não é?
Bem... Entre esses principais acontecimentos, tive as minhas crises normais com o espelho e meu reflexo, tive alguns pequenos desentendimentos com minha mãe que me fizeram pensar em sair de casa... e já no finzinho do ano, em novembro, quase incendiei a cozinha depois que uma panela com óleo pegou fogo. É, dessa vez fiquei com medo de não conseguir resolver sozinha e acontecer uma tragédia. Meu filho gritava: "Nós vamos morrer.  Minha avó vai encontrar só os nossos esqueletos,  quando chegar". (Kkkk) Agora, eu acho graça,  mas, na hora, eu me tremia toda de tanto nervoso. Tive medo do pequeno se queimar,  medo de nos entoxicarmos com aquela fumaça preta, medo de incendiar a casa... alí eu vi o meu lado mãe, protegendo meu filho, afastando-o do perigo. Me orgulhei de mim! Depois disso nós ficamos mais próximos, mais apegados e preocupados um com o outro.
É isso. Meu 2014 foi um bom ano no geral. Apesar dos problemas e dificuldades, foi um ano em que aprendi algumas lições, amadureci e me tornei mais persistente,  sem desistir na primeira dificuldade.
Espero que esse novo ano que se inicia seja tão produtivo quanto o que passou. Que eu continue me superando, me fortalecendo e amadurecendo.
E o meu desejo de ano novo? Só quero que meus planos dêem certo!

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