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sábado, 17 de janeiro de 2015

Tristeza atrasada

Geralmente eu fico assim perto do fim do ano,  mas o baixo astral veio tardio.
Ontem eu já chorei bastante e preferi não pensar mais nisso pra não me machucar mais. Meu filho disse que não queria ficar comigo no meu aniversário pra ficar com o pai e o irmão. Queria tanto que ele tivesse noção do esforço que faço por ele... queria ter a gratidão do meu filho, que ele enxergasse tudo que faço por ele. Talvez ele seja muito pequeno pra isso, ou talvez as previsões se realizem, no futuro ele me dará as costas pra ficar com o pai. Ah! Que injustiça!
To magoada, sim! To com o coração pequeno, com um aperto no peito. To me sentindo tão sozinha...
Hoje é um dia daqueles que não sinto vontade de outra coisa, a não ser chorar. To me sentindo só, excluída, abandonada.
Pensei em acabar com a garrafa de vodka que está na geladeira... mas, ficar bêbada não vai mudar nada. Vou estar bêbada e sozinha do mesmo jeito. Só vai servir pra dormir mais rápido.
Não imaginei que ia estar com essa vibe ruim logo agora. To confiante de que tudo isso vai mudar em breve. Vou me sentir bonita,  me aproximar de velhos amigos,  vou casar e nunca mais vou me sentir só. E foi esse pensamento que me fez parar de chorar no chuveiro. Segurei a onda por alguns minutos, mas o silêncio é cruel. Ver a casa vazia e só ouvir o som do vento é tão ruim.
Espero que meu filho volte pra passar a noite comigo. Esses dias todos sozinha não estão fazendo bem pro meu psicológico. Não vejo a hora das férias escolares acabarem e meu filho passar mais tempo comigo. Eu achava que ele precisava de mim, mas me dei conta de que eu preciso dele muito mais.

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