Estou me cuidando, estou fazendo reposição de ferro e B12, e espero que dentro de pouco mais de 1 mês esteja melhor.
Último trimestre da faculdade com matérias difíceis e aliado a minha dificuldade de compreensão devido a anemia, está bem complicado de estudar. Estou seguindo na cara e na coragem, me forçando a não desistir agora que falta tão pouco.
Na última sexta-feira, dia 22/11 eu finalmente assinei o meu divórcio. Não foi um dia fácil. E não foi pela pessoa da qual me divorciei, foi pelo fato de mudar meu estado civil. Sempre quis casar, era um dos sonhos que eu mais queria realizar e quando casei, tinha certeza de que era pra sempre. Porém, a vida não é como a gente imagina, e inúmeras surpresas estão no nosso caminho. Meu casamento deu errado logo após o 2° ano, e me separei. De imediato pensei logo no divórcio, mas recebi um pedido pra aguardar um pouco, e com isso, o tempo foi passando e como não mudava nada na minha vida, fui deixando de me preocupar com isso. Chegou então, o momento em que eu precisava tomar essa decisão. Não poderia me manter 'casada', ou seria obrigada à dividir meu patrimônio, e eu trabalhei muito pra conquistar cada centavo acumulado. Era a hora de desvincular meu nome do da pessoa que me prometeu infinitas coisas boas e que quando deixou a máscara cair, revelou sua verdadeira face, deixando só tristeza e decepção.
Sempre achei a palavra divorciada feia, pesada e sentia horror só de pensar em usá-la em referência própria. Só que é a minha história. Sim, agora sou divorciada. Fiquei entristecida pelo meu sonho desfeito, não por ter me desvinculado da pessoa que era o meu par. Não sei se as pessoas são capazes de compreender como eu me senti.
Passados 2 dias, fui fazer a tal prova do Enade. Exame obrigatório pro meu curso, para o qual não estudei absolutamente nada. Anemia prejudicando a minha leitura e compreensão, cansaço... Fiz a prova como deu, com o que eu lembrava das aulas, não saí de lá confiante, com a certeza de que acertei tudo, mas também acredito que não tive um péssimo desempenho.
Cheguei em casa me sentindo bem, com a sensação de dever cumprido. Me joguei na cama pra assistir tv e descansar. Parei pra assistir um filme que amo "como eu era antes de você". É um filme de amor, triste. Mas, que faz ver que nem tudo é pra sempre. Sempre que chega no fim do filme eu choro e hoje não foi diferente. Senti uma dor no peito, uma tristeza. Vi que aos poucos estou alcançando meus objetivos, mas aquele sonho de ter uma família "normal", unida, parece ser algo inatingível. Quando essa ficha cai, as lágrimas rolam e meu peito dói. Me lembro de que as palavras têm poder e uma frase que ouvi diversas vezes há anos volta a minha mente como uma pancada "você nunca vai ter ninguém, seu destino é ser sozinha e igual à sua mãe e sua avó ".
Me sinto ingrata, comigo e com a vida, ao não enxergar as coisas boas que conquistei com a mesma intensidade em que foco no que não tenho mais. Todavia, é o que eu sinto. Eu só queria poder mudar tudo e não me sentir tão insatisfeita. Pode ser classificado como egoísmo, mas eu só queria alguém pra me dar colo, um abraço, fazer cafuné e dizer que vai ficar tudo bem.

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